domingo, 9 de novembro de 2008

E AGORA ?!


E agora ?
Muito bem
Passou no vestibular
É universitário
E agora ?

...........................
Colou grau na faculdade
É bacharel
Um passado de muita luta
O mundo toda à sua frente
E agora ?

Formou família
Trabalho e dinheiro
Poucos problemas
E agora ?

Já muito amou
Iludiu
Desiludiu-se
Paixões, farras,
Gozos, luxúria...
E agora ?

Estabilidade
Comedimento
Sabedoria
........................

O centro da cidade
Onde mora
Puro progresso
O cemitério na periferia
Uma metrópole de túmulos
E agora ????

....... morto
Seus dependentes pranteiam
Seus amigos lamentam
Mulheres choram
Seus inimigos indiferentes
Menos um vivo
Porém mais um morto
Nos dados estatísticos
E agora ???
-
- Valdecy Alves -

6 comentários:

antoniojarismar disse...

E AGORA?!
TALVEZ, NÃO TENHAMOS FUTURO SE DEIXARMOS O AGORA PARA AMANHÃ! OU QUEM SABE DEIXARMOS O AMANHÃ PARA DEPOIS...
JARISMAR.

Anônimo disse...

Humor da educação.
Sonho de uma boa Educação.
Os países com bom desenvolvimento investem em educação básica pela simples razão que sem uma boa base não se pode construir grandes coisas.

O investimento mínimo de países com um desenvolvimento decente, e com resultados aceitáveis é de 20% de seu PIB (Produto Interno Bruto).

Este gasto pode parecer muito, mas é um bom investimento, com retornos muito bons para os países que fizeram este investimento.

No Brasil, o investimento em educação geral, é de 5% do PIB brasileiro.

E deste investimento, (5%), ou seja, 150.000.000.000,00 de reais podem parecer muito, mas para o tamanho do Brasil é muito pouco, e a maioria, vai para a educação superior adulta, perto de 80% desta verba.

Existe uma razão para esta distorção. No Brasil, toda a verba liberada pelos governos, o presente e os passados, tem um cunho eleitoreiro. Libera verba para a construção de uma escola rural, nomeia a escola com o nome do político que deu a verba (isto é proibido por lei, mas está acontecendo o tempo todo), e na inauguração investem na cerimonia onde aprecem todos os políticos da área para ganharem seus dividendos eleitorais.

Agora, com um pouco de bom senso pode-se perceber que neste ambiente, uma universidade daria muito mais votos do que uma creche ou uma escola primária, pois os alunos universitários votam.

Estes programas de apóio universitários, como “Pro-Uni” e outros, visam apenas o dividendo político. Outro dia o Lula em sua entrevista para as emissoras de radio, disse que soube que os alunos do “ProUni”, são os melhores com as melhores notas. Até citou o nome da escola e do professor que lhe passou a informação.

Eu digo que isto é mais uma mentira dele, e se por acaso for verdade, é porque os outros alunos deste professor ou perderam o interesse pelo estudo ou compraram os vestibulares e estão apenas em busca do diploma com o conhecimento ficando em segundo lugar.

O Brasil, não tem nenhum prêmio Nobel, e as boas escolas, onde os alunos tiveram um bom ensino básico (isto é a exceção) exportam todos os seus formandos para países desenvolvidos e onde seu valor no mercado é maior.

O “Pro Uni” é um programa prá lá de eleitoreiro.

Eu já escrevi sobre este assunto em artigos anteriores e um dos últimos pode ser lido em:

Anônimo disse...

Outro comentário.
A Infeliz idéia do Piso Salarial para Professores
A idéia de um piso salarial para professores é péssima. Sancionada pelo Presidente da República segundo as mudanças feitas no Congresso, ficou pior. O Congresso recheou a medida com aportes corporativos e, enfim, acabou criando uma peça legislativa que colocou os governadores na oposição a tal deliberação. Mas o erro não foi do Congresso – ele sempre age dessa forma e, tudo indica, não tem mesmo condições de fazer diferente. A idéia da lei é que é um tremendo erro.
A última coisa que se poderia pensar para melhorar a educação brasileira é criar uma lei de “piso salarial” para professores. E isso por uma razão básica: um piso não amplia salários; nos lugares mais ricos ele tende a empurrar os salários mais altos para baixo ou, na melhor das hipóteses, segura o seu crescimento, e ao mesmo tempo ele infelicita as administrações dos lugares mais pobres, que não conseguem alcançá-lo e que às vezes possuem outras prioridades. Além do mais, um piso soa como um “salário mínimo”, ou seja, aquele tipo de quantia que nunca traz felicidade: quem recebe acha pouco, pois é mesmo, e quem paga acha muito, pois não paga para um só e não paga qualitativamente por capacidade.
950 reais por quarenta horas de trabalho de um professor não garante que ele possa viver condignamente. Não como professor. Pois profissões intelectuais são dispendiosas para o trabalhador. Basta fazer o cálculo: com aluguel, transporte, alimentação, bens culturais e serviços de manutenção necessários ao próprio trabalho do professor, que em boa medida é feito em casa (Internet, manutenção de PC e compra de livros e revistas), chegamos a um número que ultrapassa esse piso facilmente. Em São Paulo (que não é o lugar mais caro do Brasil), esse número gira em torno de 1700 reais. Todavia, 950 reais pagos apenas para os professores, sem contar aposentados e sem que se faça a extensão do dinheiro para horas extras, não correspondem a um número que os Estados e Municípios possam arcar. Eis aí como a idéia é péssima: quem paga odeia e quem recebe fica insatisfeito. É como casa de aluguel.
Quem teve essa idéia e quem a colocou em prática jamais estudou política educacional ou pedagogia – está “por fora” do assunto. Educação boa se faz com bons salários. Mas não se melhora salários de professores por meio de peças legislativas abruptas e pontuais, e sim por meio de políticas educacionais, de planejamentos que envolvem a melhoria da profissão e da carreira. E quando digo isso, não estou supondo que se a medida fosse de ampliação salarial escalonada, como é de fato, ela seria correta. Não, a idéia de piso salarial é péssima de qualquer forma.
O que o magistério brasileiro precisa para poder render mais é algo bem diferente. Os professores precisam ser reconhecidos enquanto trabalhadores intelectuais. E isso é feito por meio de uma política educacional que não se prende a leis para salários. Educação não se faz por decretos, educação melhorada se faz com política inteligente e pedagogia eficaz que, só assim, pode ter uma peça legislativa inteligente para sustentá-la.
Uma política educacional inteligente para o nosso país olharia outros elementos, inclusive salariais, mas não com a idéia de piso. Olharia primeiro para a carreira do magistério. Essa carreira que se tem não é um bom negócio para o país por uma razão simples: para se ganhar mais como trabalhador da educação no ensino fundamental estatal brasileiro é necessário sair da sala de aula, e não ficar na lida com o ensino dos alunos. Para ter status e um pouco mais de dinheiro é necessário optar pela carreira burocrática, e não pela vida intelectual (e pedagógica). Cada professor que quer melhorar suas condições de trabalho e salário na sua escola só tem uma saída: parar de estudar, deixar de se aperfeiçoar, sair da sala de aula e pensar em conseguir (e aí os meios variam) ser alguém do staff burocrático do aparato educacional do Estado. Pode ser diretor de escola ou mesmo alguém da burocracia já mais próxima do contato com a Secretaria da Educação. Agora, se ele ficar na sala de aula insistindo em ser bom professor, vai afundar em termos de dinheiro e prestígio.
Essa é a “carreira” que temos no magistério brasileiro. Ora, com essa carreira não há piso que salve a educação. Aliás, com essa carreira, o piso é mais nocivo ainda.
O professor no Brasil era visto como um intelectual nos anos 50. Hoje, nem mesmo o professor universitário é visto assim. No Brasil não temos aquela idéia americana que diz que quem sabe ensina, aqui vale o adágio popular “quem não sabe ensina”. E não se diz isso para culpar o professor. Dizemos isso porque a carreira do professor não é uma carreira intelectual, todos nós sabemos disso. E é espantoso que não achemos isso anormal.
Todas as vezes que alguém quis fazer educação no Brasil, de modo sério e eficaz, chamou para atuar em sala de aula aqueles que não eram professores. Foi assim nos cursinhos pré-vestibulares dos anos 70 e um pouco, também, nos anos 80. Os cursinhos chamaram os profissionais liberais para ministrar aulas, e ampliou salários segundo a competência desses professores em tornar os alunos aptos a passar no vestibular. É bobagem dizer que tais professores não ensinavam, só treinavam. O treinamento que davam, muitas vezes, era o ensino que garantia ao bom aluno não só a aprovação no vestibular, mas a sobrevida nos primeiros anos de faculdade.
Quando os cursinhos foram obrigados a se transformar em colégios e tiveram de ter professores “de carteirinha” e não mais profissionais liberais, até esse tipo de ensino razoável acabou. E aqui não vai uma defesa dos cursinhos. Cito o fato para lembrar que a decadência foi maior ao pegar o professor tradicional e não o professor-profissional liberal (ou estudante para tal) para dar aulas. E isso porque ao se ter o professor na sala de aula, no esquema oficial, tudo se resumiu ao esquema já viciado, e então até mesmo os cursinhos sucumbiram à mediocridade, à manutenção de uma profissão sem carreira digna.
Todas as vezes que falamos em carreira do magistério, no Brasil, não pensamos em conhecimento intelectual em progresso, pensamos em tempo de serviço, qüinqüênios, incorporação disso e daquilo nos salários etc. Nunca pensamos na idéia de uma carreira que pudesse empurrar o professor mais inteligente, mais erudito, mais capaz didaticamente e, enfim, mais assíduo, fazendo dele aquele que, com o passar dos anos, será o que terá os melhores salários, o respeito maior e, enfim, uma satisfação gratificante.
Nossos governantes são incapazes de entender que sem o professor-intelectual nunca teremos progresso em nossa educação. Iremos ficar aí, discutindo se é melhor ou pior com 950 reais de “piso” ou qualquer outro número. Isso é muito infeliz e tosco. Isso é a revelação de que o Brasil não sabe fazer política educacional. Talvez saiba, mas não com esse tipo de governo.
Paulo Ghiraldelli Jr. “O Filósofo da Cidade de São Paulo” (Andrew)

Anônimo disse...

Piso dos professores em discussão
É de conhecimento geral o nível da qualidade da educação básica no Brasil. Um dos grandes motivos para a falta de motivação dos professores para ensinar nossas crianças é o salário que eles recebem por seu trabalho. O aumento do pagamento é uma reivindicação antiga e pouco discutida por quem realmente pode efetivar essa ação. Recentemente, a Comissão de Educação e Cultura do Governo Federal propôs aumentar o piso salarial dos professores do ensino básico para R$ 950 mensais, o que motivou a contestação por parte de prefeitos e governadores que afirmam que o projeto cria dificuldades financeiras para estados e municípios sem assegurar recursos para cumprir o piso proposto. O sítio do IHU perguntou em uma das enquetes o que os leitores pensam sobre esta proposta.

» 88,75% apóiam integralmente esta proposta da Comissão de Educação e Cultura;

» 3,75% apóiam parcialmente o piso;

» 3,75% desaprovam o aumento do salário dos professores de educação básica

» 3,75% desaprovam o projeto, mas parcialmente.

O leitor Fabio Santos, que vive em Londres atualmente, comentou a enquete. Ele diz que na Inglaterra “um professor tem um custo de vida em media de 700 “unidades de uma moeda” para viver e ganha 1500 unidades desta moeda no mês. No Brasil, o professor tem um custo de vida de 1500 unidades de uma moeda, mas querem – só agora – que ele ganhe 950 unidades de uma moeda. Ora… façam o favor, senhores governantes. Trabalhem, sejam honestos e apliquem real conhecimento nesta economia, que com certeza o salário do povo, pode ser melhor que isso”.

Jonas Plínio do Nascimento Júnior diz que “em qualquer país do mundo, o professor é figura chave na educação do povo. Tanto os países da Europa como da Ásia têm na figura do professor um ícone a ser imitado, seguido e respeitado por sua dedicação exclusiva. No Brasil, o professor integra uma face da sociedade sofrida e desrespeitada, além de ser muito mal paga. Seu reconhecimento precisa ser efetivado, para que possamos ter um desenvolvimento social e intelectual ao nível de outros países mais adiantados, e considerados berço da cultura”.

Sônia Maria Nascimento escreveu que “em qualquer pesquisa de opinião sobre o que fazer para melhorar o país, a educação é citada como prioridade em mais de 90% das entrevistas. Assim, não há como se falar em gasto com educação e sim em investimento. Um piso nacional é muito importante tanto quanto a exigência de cursos de qualificação periódica para os professores”.

Já Flávio Nunes discorda um pouco dos outros leitores e afirma que a proposta é simpática, “mas inviável e demagógica. A maioria das prefeituras de cidades do interior, que mal conseguem pagar o salário mínimo para seus servidores, certamente quebrará se essa proposta entrar em vigor”.

Anônimo disse...

veja este enquete.
Os escritórios de advocacia são invioláveis?
Um projeto de lei, que está sendo analisado pelo Ministro Tarso Genro, quer tornar os escritórios dos advogados espaços invioláveis e livres de investigações policiais. Para os leitores do sítio do IHU, que participaram de uma enquete sobre este tema, este projeto não deve vigorar. Veja o resultado da enquete:

63,64% desaprovaram radicalmente o projeto;

6,49% desaprovaram parcialmente este projeto;

22,08% aprovam integralmente a idéia de tornar os escritórios de advocacia espaços invioláveis;

5,19% são parcialmente a favor do projeto de lei; e

Claudio Barbosa postou o seguinte comentário:

“há bons advogados sim, mas não dá para confiar em todos eles. Com este projeto se legaliza a possibilidade de transformar os escritórios dos advogados em antros invioláveis do crime. Ora, se a polícia pode entrar numa casa (lugar mais restrito e sagrado da família) por que não pode entrar - com autorização judicial - num escritório de advogados (sobretudo sabendo que entre eles há quem pratica crimes)? Todos são iguais perante a lei, inclusive os advogados!”
Andrew....

Anônimo disse...

Olhe essa? sobre a lei Maria daPenha.
Justiça de Cuiabá aplica Lei Maria da Penha para proteger um homem







A Justiça de Cuiabá determinou, de maneira inédita, que um homem que vem sofrendo constantes ameaças e agressões por parte da ex-companheira após o fim do relacionamento seja protegido pela Lei Maria da Penha, criada originalmente com o objetivo de proteger a mulher da violência doméstica praticada pelo homem. As informações são da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A vítima entrou na justiça alegando que vem sofrendo agressões físicas, psicológicas e financeiras por parte da ex-mulher e apresentou vários documentos para sustentar sua acusação, tais como o pedido de exame de corpo de delito, a nota fiscal de conserto de veículo avariado pela ex-companheira e diversos e-mails difamatórios e intimidatórios enviados pela ré.


Por analogia, Mário Roberto Kono, do Juizado Especial Criminal Unificado de Cuiabá, reconheceu a necessidade de aplicar a Lei Maria da Penha. Segundo o juiz, embora aconteça em número consideravelmente menor, existem casos em que o homem é a vítima de violência doméstica, "por sentimentos de posse e de fúria que levam a violência física, psicológica, moral e financeira."

"Por algumas vezes me deparei com casos em que o homem era vítima do descontrole emocional de uma mulher que não media esforços em praticar todo o tipo de agressão possível. Já fui obrigado a decretar a custódia preventiva de mulheres 'à beira de um ataque de nervos', que chegaram a tentar contra a vida de seu antigo companheiro, por pura e simplesmente não concordar com o fim de um relacionamento amoroso", disse o juiz.

Na decisão, o magistrado enfatizou que o homem não deve se envergonhar em buscar socorro junto ao Poder Judiciário para fazer por um fim às agressões da qual vem sendo vítima. "É sim, ato de sensatez, já que não procura o homem/vítima se utilizar de atos também violentos como demonstração de força ou de vingança, e compete à Justiça fazer o seu papel de buscar uma solução para os conflitos."

Com a decisão de Mário Roberto Kono, do Juizado Especial Criminal Unificado de Cuiabá, a ré deve se manter a uma distância mínima de 500 metros da vitima e está impedida de manter qualquer contato com o ex-marido, seja por telefonema, e-mail ou qualquer outro meio direto ou indireto. Se não cumprir a determinação, a ré pode ser enquadrada pelo crime de desobediência e até mesmo ser presa. Andrew....

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