sexta-feira, 28 de maio de 2010

A POESIA DO NÃO SER



Nessa luta do dia a dia, na atual realidade, seja no campo profissional, seja no campo social, seja no âmbito pessoal, no campo político ou econômico, o ser humano moderno muitas vezes sente-se perdido, pois a um só tempo o mais privilegiado e o mais sofrido, o que teve mais acesso à informação em todos os tempos, mas não se informa; o que nunca teve tanta tecnologia, mas só para alguns; onde nunca houve tanto o direito ao voto e a democracia foi tão frágil; jamais em época alguma houve tantos e tão belos tratados de direitos humanos e nunca houve tanta desumanidade e violência...

Somos Hamlet ao contrário. Em Hamlet o ser se afirma, atualmente prevalece o não-ser, a desafirmação do ser. O HOMEM DESFRAGMENTA-SE, POUCO É COLETIVAMENTE E QUASE NADA É DEVIDO AO EXCESSO DE INDIVIDUALISMO. Razão de ter escrito a poesia abaixo:


Às vezes
Tenho saudade
Do que nunca fui!
Outras vezes
Tenho saudades
Do que jamais serei...

E assim:

Entre o não-ser e o não-será
Deixo de ser!

Não Deixe de visitar matéria de que participei para o Programa televisivo Enter, com direção de Flávio Alves, Apresentado por Natália Nara, na época veiculado na TV União. Bastando acessar em:







3 comentários:

Júlio César disse...

Penso que o coletivo deva ser no amor, interação, gratidão, reconhecimento, etc...quanto ao individualismo (ao contrário da globalização que leva o mundo para o anticristo) cada um deveria ter o domínio próprio: por exemplo; sobre sua água, energia,etc. Cabe o governo fiscalizar pois estamos nas mãos de poucos em consequencia dos domínios de alguns. cabe registrar que a energia nuclear é o futuro da humanidade e preservação de sua espécie...muitos não entendem hoje...mas os imperealistas e capitalistas sabem disto.

Rosário Pinto disse...

Caro poéta,
Muito obrigada pelas sugestões. Tenho na Cordelteca (da qual sou responsável pelo tratamento técnico), da Biblioteca Amadeu Amaral, do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular - www.cnfcp.gov.br, estes folhetos e, lógico, vou acrescentá-los. Busco exatamente isto: abrir o leque temático abrangido pela literatura de cordel. Aos nossos poetas de hoje, nada escapa e pretendo continuar fazendo estes registros. Uma da temática que, atualmente, venho me dedicando é sobre o papel da mulher nesta literatura, que durante muitos anos ficou restrita ao universo masculino, ao mundo das musas inspiradoras, das moçinhas (filhas de coronéis), que substituíram as princesas medievais e da prostituta. Hoje já sabemos que a mulher assume papéis de relevo na composição poética e pesquisando, descobrimos ter sido ela a formadora dos grandes poetas, com seus cânticos, contos, histórias, lendas e causos... Obrigada e PARABÉNS pelos folhetos.
Abraços,
Maria Rosário Pinto
rosario.folclore@iphan.gov.br
rosariuspinto@gmail.com

luciene disse...

Como vai amigo blogueiro? Desejo que estejas bem de saúde e firme na brilhante luta.
Veja Projeto CMEQ Educa para o Trânsito e faça o seu comentário.
Um abraço fraterno,
Luciene.

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