sábado, 17 de setembro de 2011

ESCUTAI! TODOS OS TRAIDORES DAS UTOPIAS DA HUMANIDADE!


Para ouvir enquanto lê



                                                                            Fortaleza - 17/09/2011
                                                                                                                        À humanidade
                                                                                                                         Valdecy Alves


A humanidade inteira
Busca fugir da miséria
Desde os seus primórdios
Como o bebê busca fugir da fome
Desde o primeiro momento que mama!
Encontra segurança na maternidade
No seio, no farto e tépido alimento! ...!

Como um bebê
Com ansiedade coletiva
A humanidade criou o Estado
Engendrou a política
Que seria essa mãe, esse grande pai
O seio, a fonte de segurança, vida e
Dignidade coletiva...
Que ao logo da história
Vem evoluindo
E é mal menor
Perante toda a violência
A que toda espécie humana
Estava submetida
Nos meandros da natureza selvagem...
Todavia é necessário evoluir socialmente
Mais e mais e mais... e ... mais!

A Justiça é um ideal
o juiz uma ferramenta
O parlamento é uma força
O parlamentar um meio
O Poder Executivo a caneta
O político gestor as mãos, mas um ser...
Instituições carregam ideais
Os seres, eles, elas... meios no Estado...
Et´s e computadores
Não têm nem podem ser os gestores...
Anjos são aves de corpo humano
Que tendem a tornar-se demônios
Se for-lhes dados Poder!

Os politiqueiros, os seres continuam traindo
Os profundos ideais humanos...
Transformam a Justiça em possibilidade
Quando já deveria ser realidade
Assassinam a segurança de prosperidade e paz
Que já deveriam ser a certeza
Transforma em pó os valores nas leis
Mais sagradas
Patrimônio de toda evolução social
Da longa e penosa caminhada ao longo da história
Pó! Em pó! Como a madeira devorada pelo cupim!
Sim! Cupins dos sonhos!
Sim! Vírus de todos os ideais!
Sim! Traidores de toda ordem!
Dos mais profundos sonhos do passado
E das mais profundas esperança do futuro
Das mais cândidas e inocentes utopias
Que migraram para o panfleto
Ou que desaguaram em sangrentas revoluções...

Malditos vendilhões! Mercadores de votos!
Politiqueiros que têm como bússola
A agulha magnetizada da empulhação e da pilhagem...
Ditadores arbitrários dos cinco continentes
De todos os milênios e segundos da história humana!
Cujo sol que reina em seu mundo
Tenta devorar o universo idealizado
Lembrem-se: mundos são gotas
Universos são oceanos!

Vocês têm seus raios de corrupção!
Vocês que são a maior doença
Vocês que são a maior violência
Vocês que são os maiores ladrões!
Vocês predadores da paz...
Seu alicerce... sua base...
A ambição desmedida
A falta de valores éticos
O eleitor que vende o voto
O consciente omisso
O oprimido que não protesta
O desejo empresarial pelo fácil lucro...

Mas na vida é assim
Na doença
Ou morre o doente
Ou morre o verme!
Na realidade social
Se morre o doente
Vocês também
Perecerão juntos
Porém como está não ficará!
Revoluções maiores
Para novos paradigmas foram feitas
vocês não passam dos resquícios
Dos vermes infelizes do defunto
Que bem viveu por anos
Enquanto morrerão em alguns dias
Devorando os restos
Sem mais utilidade!

Numa eleição, nas revoluções,
Nas poesias, em peças de teatros
Nalgumas músicas de sucesso
Do Oriente ao Ocidente
Do cristianismo ao islão
Do Tibet ao frio da Islândia
Da periferia da Zona Leste de São Paulo
Às ruas de Manhattan
De Paris a Senador Pompeu
De Londres ao pequeno Ceilão
Do Atacama à imensidão da Sibéria ou do Saara...

Uma minoria crescente e palpitante
Vibra no coração da humanidade
Sabem quem vocês são
Vocês sabem quem eles são
E eles sabem que vocês sabem o que farão
Das duas uma:
Ou a humanidade procede sem vocês
Como o ser sadio pós quimioterapia
Ou como cadáver
E futuro fóssil nos sedimentos da terra
Onde hoje dormem eternamente
Os poderosos tiranossauros...
Mas o sonho é maior!
A Humanidade não fracassará
Enquanto isso:
O lixão espera por vocês!

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