quinta-feira, 20 de outubro de 2011

AO AMOR QUE NUNCA TIVE!



AURORA BOREAL EM PARQUE DA ISLÂNDIA - Imagem por: Arnar Valdimarsson 



Meu amor 
Que nunca tive
Que saudades de ti!
Como seria feliz contigo
Meu amor que nunca tive!

E por não te  ter tido
Perdi-me na eterna expectativa
Desta absoluta felicidade
Que me enche da saudade
Nos momentos de infelicidade...
Que são a ausência da felicidade
Que de quando em quando tenho...

Bem-vinda e ternamente grato
Amor que nunca tive
Realidade que nunca testemunhei construída
Como farol eterno
Na colina da minha utopia
No deserto dos meus amores
No mundo social imaginário
De todos os meus sonhos
Irrealizados e  impossíveis...

Oh, amor que nunca tive!
Sempre indicando a felicidade
Que devo Eternamente perseguir
Em todos os campos possíveis
Na real epopéia
Da nevegação do meu dia-a-dia
no mar do meu viver!

Indo avante
Sob um céu de ilusões
Frente ao  horizonte da esperança
E do passado que se evola
Qual o cheiro do muçambê nos leitos dos rios...
Caminho num chão gretado e inóspito
Onde estacionar é a morte
Onde o destino adiante é o fim
Onde a vida está no caminhar!
E o tempo da viagem é tão limitado!

Adeus e até nunca
Utopia utópica
No campo geográfico e temporal
No mundo social e nas artes
..............................................
Que após a minha existência
Meu sonhar continue
para sempre cavalgando
No dorso das auroras boreais
Nas ondas do vento Aracati
No perfume seco das folhas cadentes
No chão do sertão nordestino...

Amor da minha vida!
Amor que nunca tive!

Um comentário:

Vantuilo Gonçalves disse...

Um versejar divinamente belo, parabéns Valdecy.

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