quarta-feira, 27 de junho de 2012

GREVE DOS PROFESSORES DO AMAPÁ CONTINUA - 67 DIAS - POSTURA DESASTROSA DO DESEMBARGADOR NA AUDIÊNCIA DIFICULTOU ACORDO - A LUTA CONTINUA E VÁRIAS MEDIDAS SERÃO TOMADAS: RECURSOS JUNTOS AO PODER JUDICIÁRIO (LOCAL, STJ, STF) – PROTOCOLO DA ABERTURA DE CRIME DE RESPONSABILIDADE CONTRA O GOVERNADOR JUNTO À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA – DENUNCIAS JUNTO AO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA – REQUERIMENTOS JUNTO AO MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL E FEDERAL - A LUTA CONTINUA COM TODAS AS ESTRATÉGIAS POSSÍVEIS!

Professores do Amapá indignados com a postura do desembargador aprovam medidas de resistência para o dia seguinte
(Fotos: Mara Paula - se copiar cite a fonte)

Professores do Amapá em greve completam 67 dias de luta e resistência. Compareceram em massa ao Tribunal de Justiça do Amapá, na tarde de 26/06/2012, para acompanharem a audiência de conciliação, que foi completamente prejudicada pela forma como o desembargador conduziu, prejudicando qualquer possibilidade de acordo, chegando a propor pagamento do piso em forma de remuneração, CONTRARIANDO A DECISÃO DO STF QUE DECLAROU QUE PISO É PISO E NÃO REMUNERAÇÃO. O que causou revolta, protestos, decepção da categoria, que indignada gritou palavras de ordem. Não houve qualquer incidente, embora tenham chamado reforço policial. O Estado do Amapá compareceu com 03 secretários e o procurador geral, postando-se de forma petulante, intransigente e demonstrando pouca preocupação em resolver o conflito.

A luta mais do que nunca continua. Na reunião do Comando de greve, após a audiência tirou-se um rol de atividades para resistir e continuar na busca da implementação do piso, da carreira e pela educação de qualidade. Alguns encaminhamentos que se constituirão no cronograma do dia seguinte, 27/06/2012:

SINSEPEAP E ADVOGADOS NA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA
 PRIORIDADE PARA JULGAR A CAUTELAR QUE PEDE LIMINAR PARA PAGAMENTO DOS DIAS PARADOS: Comissões visitarão o Tribunal de Justiça para tratar da necessidade de rápido julgamento do pedido liminar de pagamento dos dias parados. A CATEGORIA NÃO ACEITA O DESEMBARGADOR VIAJAR DE FÉRIAS SEM DECIDIR A LIMINAR, DEIXANDO CENTENAS DE SERVIDORES E SUAS FAMÍLAIS SEM RECEBER SALÁRIOS. O ACESSO À JUSTIÇA, RÁPIDA, REALMENTE JUSTA E EFICAZ É FUNDAMENTAL. SALÁRIO É VIDA!
VISÃO GERAL DA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA
A forma de condução pelo desembargador ao centro prejudicou possibilidade de acordo
 TODOS OS RECURSOS JUDICIAIS SERÃO AJUIZADOS: Reclamação junto ao STF pela violação à decisão do próprio Supremo pelo Desembargador; será ajuizado recurso especial junto ao STJ e recurso extraordinário junto ao STF; ações locais requerendo respeito à isonomia, visto que o Governo do Amapá pagou salários normais a grevistas e a outros não, o que é ilegal e discriminação.


COMANDO DE GREVE NA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA
 PROTOCOLO DO REQUERIMENTO DE ABERTURA DE PROCESSO POR CRIME DE RESPONSABILIDADE CONTRA O GOVERNADOR: pela manhã do dia 27/06/2012, a prioridade será o protocolo do requerimento para abertura por crime de responsabilidade contra o governador do Amapá e o Secretário de Educação do Estado, nos termos do artigo 120 e 121 da Constituição do Amapá. PARA ONDE SERÁ DIRECIONADO TODO O FOCO DA MOBILIZAÇÃO DA CATEGORIA, QUE COMPARECERÁ EM MASSA, requerendo ao Poder Legislativo, com poder de fiscalizar, que tome as medidas necessárias em defesa da lei do piso e da Constituição Federal. TOMANDO TODAS AS MEDIDAS NECESSÁRIAS, QUE PODEM CULMINAR COM O AFASTAMENTO DO GOVERNADOR DO CARGO.
REPRESENTANTES DO GOVERNO NA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA
INTRANSIGENTES - RADICAIS E PROPONDO SOLUÇÕES ILEGAIS QUE ACABAM COM A CARREIRA


DENÚNCIA CONTRA O DESEMBARGADOR JUNTO AO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA: a categoria aprovou, por unanimidade, o protocolo de denúncia contra o desembargador relator dos dissídios de greve do Estado e do Sindicato, junto ao Conselho Nacional de Justiça;

REQUERIMENTOS SERÃO PROTOCOLADOS JUNTO AO MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL E FEDERAL: Nos termos do artigo 29, da Lei do FUNDEB, cabe ao Ministério Público fiscalizar a boa aplicação das verbas do FUNDEB e todo crime que envolver sua aplicação. Desde prestação de contas à tomadas de medidas cíveis e criminais. Comissões estarão reunidas com representantes do Ministério Público de ambas instâncias no dia 27/06/2012.

Após o cumprimento do cronograma de atividades do dia 27/06. O final da agenda do dia será o debate  sobre que rumo tomará o movimento, sempre com a ideia de que LUTAR É PRECISO, DA FORMA MAIS INTELIGENTE E EFICAZ POSSÍVEL. A luta através de todas as estratégias  só cessará com a implementação do piso e seu reflexo nos pisos de todas as classes da carreira. Portanto: UNIDADE, CONSCIÊNCIA, PERSEVERANÇA, RESISTÊNCIA PARA VITÓRIA!

3 comentários:

Anônimo disse...

oi,nao sou professora mas ja fui aluna e sou mae de alunos que se beneficiam dos professores, e sou grata a todos meus professores que tanto contribuiram pra minha formação,acredito que assim como eu deve haver muitas pessoas que reconhecem o papel dos professores na sociedade e sou da opiniao que ja esta mais do que na hora da sociedade apoiar essa categoria que tem grande importacia pra ocrescimento da naçao.vamos apoiar os professores pessoal!

Anônimo disse...

acho interesante que ninguem aborda o lado do estudando...so o dos professores....

Joel Lima da Silva, Amapá disse...

Dr. Valdecy, sou professor do Amapá e estou na greve. Hoje em um telejornal local, o Procurador do Estado falou que a nossa denúncia por crime de responsabilidade é "estapafúrdia" e que não existe essa possibilidade. No fundo, eles não estão nos levando a sério. É como se pensa mesmo: alguns pessoas agem como se existisse a "República Federativa do Amapá".
Grande Abraço,
Joel Lima da Silva.

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