quinta-feira, 14 de agosto de 2014

EDUARDO CAMPOS E ROBIN WILLIAMS - DUAS MORTES QUE COMOVERAM MILHÕES DE PESSOAS - UMA REFLEXÃO NECESSÁRIA SOBRE A VIDA E A MORTE - NUMA ÉPOCA DE CRISE EM QUE A VIDA NADA VALE E TODOS REJEITAM A MORTE!

Eduardo Campos e Robin Williams - Duas mortes comoventes
Foto: Google
DUAS MORTES QUE COMOVERAM MILHÕES: Com certeza não há morte justa, nem injusta. Nem morte boa, nem ruim. HÁ A MORTE COMO HÁ A VIDA. Faces da mesma moeda do existir. A morte de Eduardo Campos comove por sua juventude, por ser um candidato a presidente que não conseguiu chegar ao fim do seu projeto de ao menos participar de uma eleição numa das maiores potências econômicas e culturais do mundo o Brasil. Embora fosse pequena sua chance de eleição. COMOÇÃO. EIS O SENTIMENTO NACIONAL. A EXEMPLO DO QUE ACONTECEU COM A BANDA "OS MAMONAS ASSASSINAS. Já a morte do ator Robin Williams foi uma surpresa. Todos se perguntam: - Como podia tão rico e famoso, sofrer de depressão a ponto de suicidar-se??? Maquiavel dizia: " Todos veem o que você parece ser, mas poucos sabem quem você realmente é!" O grande gênio Shakespeare alertava: " Há mais mistérios entre o céu e a terra do que pode sonhar nossa vã filosofia!" 

UM PARADOXO: A sociedade atual deve ser a mais paradoxal de todos os tempos. Vive no meio de uma revolução, que é a internet... após duas grandes revoluções políticas e duas grandes guerras... convivendo com a  maior tecnologia... PORÉM a violência do dia a dia demonstra que ninguém valoriza a vida... mata-se por bobagens... no trânsito parece haver uma multidão de assassinos. ENTÃO COMO EXPLICAR TANTA COMOÇÃO DIANTE DAS DUAS MORTES????  Deve ser, pois apenas conjecturo, porque na verdade, todos temem a morte.  A MORTE É UM SINAL AMARELO QUE ASSUSTA! IMPÕE UM LIMITE A TODA VAIDADE HUMANA! À SENSAÇÃO QUE TUDO PODE! Por pior que seja, a vida é uma certeza. A morte de Eduardo Campos mostra claramente o quanto somos frágeis. Lembra que podemos morrer a qualquer momento. A morte de Robin Williams mostra que dinheiro, fama, glória... de nada valem... se a sua vida não tiver um sentido... um sentido pessoal... um sentido social... Necessária uma profunda reflexão existencial... política... social... para que todos possam encontrar a senda segura do sentido da vida... para que a vida mais que uma certeza seja bem vivida... tenha sentido... seja digna... vá além do simples consumo, sede de poder, das vaidades e até do excesso de erotismo inútil... Para que a vida  seja amada e ao mesmo tempo compreender e respeitar as forças da natureza para que a morte seja recebida como algo natural...  A MORTE DOS DOIS DEMONSTRA O QUANTO NOSSA GERAÇÃO ESTÁ PERDIDA. SOMOS A GERAÇÃO DO PARADOXO E A MAIS DESORIENTADA DE TODAS! ESTAMOS SÓS! PERDIDOS! ABANDONADOS POR NÓS MESMOS! JÁ QUE DEUS NOS ESQUECEU POR TERMOS ESQUECIDOS DELE! 

Compartilho, por fim, uma poesia da minha autoria. Fruto de algumas reflexões:

...Denominamo-nos racionais
Fundamos a civilização
Criamos o alfabeto... a literatura
As ciências... Emigrando da barbárie
Cavalgamos em foguetes
Nos baites da informática
Lemos as almas das estrelas
Digitalizamos o mundo em imagens e palavras
Enquanto isso a fome ainda mata
Há milhões de analfabetos
E antes de entendermos o porquê da vida
Ou de dar sentido à sua existência
Ou saber da sua importância para o universo
Já está pronta toda a destruição de toda a vida
Numa futura possível guerra...

Erigimos o Estado
A política em toda a sua glória
Edificando um novo tipo de guerra
De Estado contra Estado
Na verdade a guerra deixou de ser individual
E tornou-se coletiva
Em vez de homicídios
Têm-se morticínios aos milhões...
E as ferramentas de matar em massa
Nunca foram tantas e tão eficazes...

Todavia... A esperança vive:
A arte nunca foi tão bela
A utopia nunca foi tão elevada
Falar de amor e paz nunca foi tão forte
O sonho nunca foi tão infinito
Nem a oportunidade de transformação
Seja subjetiva – seja objetiva
Para renascimento de toda humanidade
Foi tão possível e para tantos...


Afinal
A vida apenas um intervalo
Entre um ato e outros
Do teatro das gerações
A peça
Toda humanidade no palco terrestre
É hora de migrar da tragédia
Dirijamo-nos... ação...
Para que o espetáculo
Tenha o final desejado!
Ou as luzes se pagarão...
                                        (De Valdecy Alves)

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