terça-feira, 4 de novembro de 2014

A 32ª CAMINHADA DA SECA SE REALIZARÁ EM PLENA SECA EM 2014 O QUE ISSO SIGNIFICA DESDE A SECA DE 1877??? QUE BEM DEMONSTRA A INCOMPETÊNCIA DE TODOS OS GOVERNOS - DE TODOS OS PARTIDOS - DE TODAS AS FORMAS DE GOVERNO NO PODER DO BRASIL IMPERIAL ATÉ A ATUAL REPÚBLICA – TODOS DEVEM ESCUTAR A VOZ DA CAMINHADA DA SECA!


Imagens da 31ª Caminhada da Seca no ano de 2013 - Em Plena Seca como em 2014
Foto: Valdecy Alves
CAMINHADA ANUAL DE SECA EM SENADOR POMPEU E SEU SIGNIFICADO RELIGIOSO - POLÍTICO - SOCIAL - CULTURAL E ECONÔMICO: É o maior evento atual em todo o Nordeste em memória de vítimas de um campo de concentração. Prática de concentrar flagelados das secas criada desde 1877, repetida na Seca de 1915 e aperfeiçoada na Seca de 1932. Campos de concentração para alemão nenhum botar defeito. Fruto da fé, da preservação dos casarões dos ingleses, onde foram concentrados os milhares de flagelados em Senador Pompeu - Ceará - Brasil. Muito lembrado pelo fato do Cemitério da Barragem do Patu, que foi convertido em lugar de romaria e de promessas às "SANTAS ALMAS DA BARRAGEM". conhecidas por obrar milagres. Local para onde anualmente, todo segundo domingo de novembro, milhares de pessoas, levadas pela fé, pela curiosidade, por estudos, para pesquisa... se dirigem e lá prestam homenagens às vítimas do Campo de Concentração do Patu. Por tudo isso, a Caminhada da Seca, criada pelo padre Italiano Albino Donat, tem grande importância RELIGIOSA - POLÍTICA - SOCIAL - CULTURAL E ECONÔMICA.

RELIGIOSA:  Porque a fé sempre foi fundamental para o povo nordestino enfrentar as dificuldades impostas pela necessidade, fruto de um Estado há séculos que pouco fez e faz pelo povo. A não ser explorar, sobretudo seus governantes, via corrupção, apossar-se das verbas públicas, numa cultura patrimonialista que sempre foi a mesma praticada pelos que têm o poder econômico e por isso mesmo, passam a deter o poder político. Tendo o Poder religioso, pouco enfrentado as causas dessa chaga cultural. Por outro lado o messianismo, ao lado do cangaço, forma uma das principais resistências dos oprimidos do Nordeste a toda forma de opressão. Messianismo que existe em relação às vítimas do campo de concentração, que pela martirização, foram santificadas pelos seus descendentes, que procuram o milagre que comprova a incompetência do poder público, sobretudo em se tratando da saúde, do direito à alimentação, do direito à vida que continua sendo negado.

POLÍTICA: Porque demonstra que a política das secas vêm desde o final do império, foi aperfeiçoada na República e mais ainda nos dias atuais. A miséria continua sendo a maior aliada de quem está no poder político. GERA VOTOS. MANUTENÇÃO NO PODER. REELEIÇÕES E MAIS REELEIÇÕES. Mesmo tendo-se atualmente a melhor constituição de todos os tempos, que desde que foi promulgada, em 1988, declara o direito à vida e à dignidade humana como direitos fundamentais. Inclusive em seu artigo 3º declarando quais são os objetivos da República Brasileira, que pode ser resumidos numa frase: A CONSTRUÇÃO DE UMA SOCIEDADE JUSTA, HUMANA, SOLIDÁRIA, SEM POBREZA E CONDENANDO TODA FORMA DE DISCRIMINAÇÃO. O que está mais no campo das intenções que da realidade, mesmo com a chegada da esquerda ao poder, que para manter-se acabou por se aliar aos grupos políticos de sempre e em alguns lugares aperfeiçoando suas práticas seculares de manutenção na dependência e na escravidão do reino da necessidade. Salvo raríssimas exceções. isso explica como o drama das secas se repete em 2014, mesmo com o Açude do Patu Construído, Açude do Cedro, Castanhão, a Transposição do São Francisco e tantos outros açudes e barragens.

SOCIAL: A caminhada é um grito das vítimas das secas do passado, que ecoa no sertão a cada passo dos caminhantes, dos peregrinos, dos romeiros na Caminhada da Seca, ironicamente, ocorrendo numa seca em pleno ano 2014, que está vitimando todo o Ceará, todo o Nordeste brasileiro. o Estado do Bem-estar Social ainda está por virar realidade no Brasil. A Constituição Federal tem que sair só da intenção. O Estado Brasileiro precisa efetivar verdadeiras políticas públicas, colocando fim de vez à indústria das secas, que está vivinha, como nunca. A sociedade civil tem que se organizar mais e acionar as instituições pela efetivação dos direitos sociais, que são os direitos da igualdade, neste século ao menos contido na Constituição. Sem os quais nunca haverá igualdade, nem liberdade, nem democracia. O Ministério Público e a imprensa livre poderão ser importantes atores sociais nessa mudança da intenção para realidade, sobretudo da implementação do DIREITO À VIDA E À VIDA COM O MÍNIMO DE DIGNIDADE. A Caminhada da Seca, do ponto de vista social, É UM GRITO PELA IGUALDADE E PELA DIGNIDADE. A TRISTE REALIDADE SOCIAL PRECISA MUDAR, PRECISAR VIRAR UMA PÁGINA EM SUA HISTÓRIA, QUE É A MESMA, DESDE O IMPÉRIO. socialmente, pouco se aprendeu com os erros do passado e da história. Somos um povo que dirige um carro para diante, sem saber para onde vai e desprezando as imagens dos retrovisores, fundamentais para estabelecer bem a localização e chegar ao destino da justiça social, o mínimo necessário para um povo poder definir-se como civilizado.

CULTURAL: Mostra a importância da preservação da memória, que através da cultura popular, dos fortes casarões ingleses que resistiam ao tempo, da religião, da fé e das histórias de assombração sobretudo envolvendo o Cemitério das Santas Almas da Barragem... mantiveram viva a história de todo o drama ocorrido no local. Não tendo como se ir avante sem a compreensão de tudo que ocorreu no passado e ainda clama no presente. O que demonstra o quanto a cultura é fundamental, pois os campos de concentração são traumas na história das secas do Nordeste e do Brasil, que não podem ser ignorados, que não podem ser sepultados, como tentou e ainda tenta fazer o Poder Público, o Estado brasileiro (municípios, governadores, imperadores e presidentes...) maior violador de todos os direitos humanos universais e fundamentais. Por isso a cultura é via, espelho, inspiração e guia. Por isso o patrimônio cultural material e imaterial tem que ser preservado. Pois a história é fonte de informação, de formação para compreensão, para fortalecer a identidade, para aperfeiçoamento de tudo, de todos, de como deve ser um Estado, de como devem agir governantes... através da ação e da transformação pelas novas gerações, que no mínimo, não podem aceitar a manutenção dos mesmos erros do passado, sobretudo do Poder Público. Erros que se digam: seculares!

ECONÔMICA: Se antes se culpava a miséria nas secas por falta de água. Como explicar tanta miséria com tanta água. O fato de só os ricos de sempre continuarem ricos e ficando mais ricos ainda. Muitas vezes falta água nas torneiras da cidade com a barragem cheia de água. Não há uma política de cultura irrigada, gerando emprego e riqueza. Produzindo-se poucos alimentos para matar a fome. Sequer se utiliza o Açude do Patu para lazer. E para apagar a história nada se faz para preservação do patrimônio material e imaterial, que diz respeito ao Campo de Concentração do Patu na Seca de 32. É um açude, que para ser concluído, cobrou caro tributo de vidas e mais vidas. Cujos frutos, pela incompetência dos governantes, municipais, estaduais e federais,  ainda por serem colhidos. Pouco mudando a realidade econômica desde o tempo que Dom Pedro II, que era imperador do  Brasil. Não há mais como culpar a seca depois do fim do ciclo do algodão, da derrocada da ferrovia. E aí, senhores governantes, o que têm a dizer??? Em cada passo dos caminhantes da Caminhada da Seca deve ser ouvido um grito de protesto... uma frase das milhares de vítimas de todas as secas... há séculos... esmola não... apoio para libertação da necessidade, para conquista da liberdade e para efetivação da democracia, senhores governantes de todos os partidos do hoje, que não são diferentes de todos os governos do ontem.

Flagelados da Seca de 1877
Primeiras fotos sobre a seca - De José do Patrocínio
A TERRÍVEL SECA DE 1877 A 1879 - FORTALEZA TRANSFORMOU-SE NUM MAR DE FLAGELADOS VITIMADOS PELA FOME E PELA VARÍOLA: A famosa seca dos " três setes". Foi quando morreram mais nordestinos de fome e de doenças. Imortalizada no livro A Fome, de Rodolfo Teófilo, também descrita na obra Os Sertões de Euclides da Cunha. Calcula-se que morreram 500 mil de nordestinos. Muitos foram enviados para o Acre, para plantações de borracha. Fortaleza foi invadida por milhares de retirantes, um drama para todos. Além das epidemias, prostituição e muita violência urbana. Uma verdadeira tragédia. vivia-se o final da monarquia no Brasil, que também não fez nada por uma política capaz de viver em harmonia com o semiárido, já que as secas são cíclicas e previsíveis. Construiu apenas de forma mal planejada e em local inaproriado o açude do Cedro, em Quixadá, que até hoje é mais peça de um museu que um verdadeiro reservatório de água. A monarquia em seu crepúsculo, pois estava para ser proclamada a República, mostrou o seu fracasso quanto à política social. A República não ficaria atrás. Seu maior feito menos de 20 anos depois seria destruir Canudos, de Antonio Conselheiro. A SECA DOS TRÊS SETES É UM VERDADEIRO TRAUMA NA HISTÓRIA DAS SECAS DO NORDESTE. Foi pouco documentada. só havia imprensa escrita e nos grandes centros urbanos. Abaixo mais fotos da Seca de 1877 a 1879:


Foto da Seca de 1877
De: Herbert Huntington Smith

Flagelados da Seca de 1915
A CRUEL SECA DE 1915 - OUTRA TRAGÉDIA SOCIAL QUE INSPIROU RAQUEL DE QUEIROZ A ESCREVER O ROMANCE O QUINZE: No ano de 1915, em plena primeira guerra mundial, ocorreu a famosa "Seca do Quinze". Tão cruel e dizimadora quanto à Seca de 1877. Tal fato inspirou o famoso romance da jovem Raquel de Queiroz ' O QUINZE", onde através  de uma família de retirantes liderados por Chico Bento sai de Quixadá, para fugir da fome e da morte. Até chegar a Fortaleza, morte, separação da família, um drama terrível, que começa com a mortandade do gado. Já se vivia em plena República, na famosa política café com leite. Já existia o avião, o rádio. Tal seca foi muito noticiada. Mas a República fracassava também como a Monarquia com a sua política social. O que mostra que quanto à incompetência, as duas formas de governo se nivelaram. Intensificava-se a "indústria da Seca" praticada pelas oligarquias que governavam os Estados do Nordeste. Que consistia em obter recursos federais utilizando a seca e a miséria dos camponeses, para se apropriarem, pela corrupção e patrimonialismo, de tais recursos e não resolver o problema da seca, visto que um exército de miseráveis eram úteis para manutenção de grupos políticos dominantes no Poder. A filosofia era dar esmola de forma a manter os miseráveis vivos, reduzidos a mendigos e na dependência. Assim, a miséria era a mais  forte aliada para manter-se no poder político. Não libertar da miséria, essa incrível aliada dos coronéis, verdadeiros senhores feudais. A escravidão pela necessidade. E onde reina a necessidade, a ciência política já comprovou, que a liberdade e a democracia são utopias. Pois a necessidade funciona como um cabresto que permite a condução do miserável, que sem dignidade é reduzido à condição quase de um animal. A SECA FAZIA BEM AOS REPUBLICANOS COMPOSTOS PELA CLASSE DOMINANTE, cuja forma de vida era mais ligada à Europa que ao Brasil. Abaixo mais fotos da Seca de 1915:


Flagelados em Iguatu - Seca de 1915

Criança Subnutrida Seca de 1915


Flagelados da Seca de 1932

A SECA DE 1932 - A ERA DOS MAIS CRUÉIS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO - O BRASIL DÁ LIÇÃO AOS NAZISTAS DE EXTERMÍNIO: Enquanto de forma desumana, nazistas alemães amontoavam judeus para morte, em seus campos de concentração, nos anos 40, na Segunda Guerra Mundial, sendo o mais famoso deles Aushwitz, na Polônia, na Seca de 32, A Política dos Campos de Concentração nas secas alcançou o seu auge no Nordeste do Brasil. Em 1877 as concentrações foram montadas casualmente, sobretudo em locais de Fortaleza, que depois se transformariam em bairros, como o Pirambu. Em 1915, já havia esboço de campos de concentração e com esse nome, que existe na própria obra de Raquel de Queiroz, publicada em 1930. Mas em 1932, antes mesmo de estourar a Segunda Grande Guerra, no Ceará, o Estado brasileiro, através dos seus governantes (prefeitos, governadores e presidente da República) agiram harmoniosamente construindo 07 campos de concentração no interior do Estado. Para que não se repetisse a maré de flagelados, mortos por varíola, tifo e cólera, das secas anteriores. Um famoso jornal de Fortaleza " O Povo" publicou várias reportagens sobre os campos de concentração e utilizando a terminologia " Campo de Concentração" antes dos alemães. A imprensa já existia no Brasil. Sobretudo radiofônica e escrita. Em 1932, Lampião reinava no cangaço e Padre Cícero era santificado ainda vivo pelo povo sertanejo. Abaixo cópias do Jornal O Povo do ano de 1932 f alando dos campos de concentração no Ceará:

Notícia no Jornal O Povo - de 20/06/1932
Relacionando os Campos de Concentração e a quantidade de concentrados

GETÚLIO VARGAS DENOMINADO O PAI DOS POBRES - NUNCA FOI PAI DOS NORDESTINOS NA SECA DE 32 - FOI O GRANDE ALIADO DAS OLIGARQUIAS NORDESTINAS QUE SAÍRAM MAIS RICAS COM A SECA: Getúlio Vargas governava o Brasil na Seca de 32 e pouco fez  pelos nordestinos, que desde o Brasil colonial, por incompetência do Poder Público municipal, estadual e federal, eram vitimados pelas secas, há séculos. Condenados à miséria por gerações. Numa política proposital que interessava a estrutura econômica e política dominante. Com o aperfeiçoamento dos campos de concentração na Seca de 32, brasileiros matavam brasileiros, como haviam matado em Canudos, no sertão da Bahia,  e mais tarde matariam no Sítio Caldeirão, no Crato, neste utilizando aviões para bombardear brasileiros. Dos Campos de Concentração, o de Senador Pompeu, Chamado de "Campo de Concentração do Patu", acabou sendo aquele mais famoso, pois toda estrutura utilizada, para concentrar os flagelados, manteve-se como palco material intacto que gritava anunciando a vergonha de uma época, que não poderia ser esquecida. Bem como permaneceu o Cemitério da Barragem, onde milhares de pessoas foram enterradas em valas, algumas vivas... muitas devoradas por cães e urubus... atraídos com promessas de emprego, voltar a construir a barragem do Patu, cuja obra fora suspensa 10 anos antes, em plena primeira semana de maio, quando o resto do Brasil comemorava o Dia do Trabalho.  Cemitério que sempre foi local de peregrinação e de romarias. E menos de um mês após criado, o Campo de Concentração do Patu já ultrapassava 20.000 concentrados, é o que diz o Jornal o Povo em matéria na época, em maio de 1932:


Jornal O Povo de 25/05/1932
ENGANADOS POR PROMESSAS DE EMPREGO FORAM ATRAÍDOS - DEPOIS CONCENTRADOS COMO GADO: Vítimas de um falso anúncio de que todos seriam empregados, pois o governo retomaria a construção da Barragem do Patu, suspensa desde os anos 20. Assim chegaram milhares a pé, a cavalo, de trem... eram concentrados e aprisionados. Vítimas da "Indústria da Seca" , pois roubavam desde os víveres enviados aos recursos, nos 03 níveis da República (União, Estados e Municípios). Como ocorre nos dias atuais. Sobreviventes declararam que lideranças políticas em Senador Pompeu roubavam até a carne de primeira, deixando só os miúdos do gado para os flagelados.  Quanto à saúde, para mais de 20.000 pessoas apenas um médico. E nessa realidade de miséria... em breve a cólera faria seu papel dizimador de vidas, sendo ator cruel em tal genocídio. Os concentrados a 03 km da sede de Senador Pompeu, foram discriminados como flagelados que todos temiam. Depois pela doença contagiosa que matava diariamente às dezenas. Provocando terror similar ao que o vírus ebola causa nos dias atuais no mundo e a Peste Bubônica causou na Idade Média na Europa. As concentrações foram semelhantes nos 07 campos de concentração da época: Crato, Cariús, Ipu, Quixeramobim, Fortaleza,  Senador Pompeu e Quixadá. Nos demais campos de concentração por serem barracas não ficaram vestígios. Em Senador Pompeu, como ocuparam os casarões dos ingleses, de alvenaria  que foram utilizados como infraestrutura para construção da Barragem do Patu, em 1919, o palco da tragédia sobreviveu. Além do cemitério da barragem, cujas vítimas, martirizadas, vindas de municípios de todo o Ceará, foram santificadas pelo povo, como SANTAS ALMAS DA BARRAGEM. tornando-se um campo santo e centro de romarias no sertão. Dentre os surtos messiânicos do Brasil, trata-se de um dos raros casos de um santo coletivo, sem nome e sem rosto. Local para onde anualmente, desde 1983, dirige-se a famosa Caminhada da Seca, que se realiza no segundo domingo de novembro de cada ano, em memória e em homenagem às vítimas da Seca de 32. Santificadas pelo fé do povo. Abaixo mais matérias sobre as secas e suas consequências:

Flagelados da Seca de 1932




Prisioneiros do Sítio Caldeirão - 1936 - Bombardeado e Destruído pela Aeronáutica
Crato - Ceará


CONCLUSÃO: A Caminhada da Seca é a voz de todas as vítimas nordestinas das políticas injustas e da indústria das secas dos séculos do passado e do presente, desde o Brasil Imperial, que em se tratando de justiça social, não mudou muito nos dias atuais, mas que não podem ser mantidas no hoje e precisam não ocorrer no futuro.  É a memória viva, mantida pela cultura oral, pelo patrimônio histórico material e pela fé. Um recado aos políticos brasileiros, sejam os municipais, sejam os estaduais, sejam os federais de que algo precisa ser feito. Que é necessário por um fim à necessidade, para libertar da pior escravidão secular, que impede o nascimento da verdadeira liberdade e de uma verdadeira democracia. Esmolas, manter na mendicância, fazer perdurar a necessidade são as novas formas de manter a indústria da seca. É CHEGADA A HORA DE TODOS APRENDEREM COM AS LIÇÕES DA HISTÓRIA, CONSTRUIR UM NOVO PRESENTE, PLANTANDO-SE UM NOVO FUTURO. OUVIR OS CLAMORES DO PASSADO. Do contrário a Constituição Federal será reduzida a um retumbante fracasso, continuaremos com o céu com mais estrelas, nossas várzeas com mais flores, nos bosques com mais vidas e nossas vidas sem dignidade. QUE TODOS ESCUTEM A VOZ DA CAMINHADA DA SECA! PATRIMÔNIO IMATERIAL DO POVO DO CEARÁ - DO POVO DO BRASIL E DA HUMANIDADE.

Seca no Cerá anos 80

Seminário anual realizado sobre a Seca - Cartaz de 2014
                           Em Senador Pompeu - Ceará

DOCUMENTÁRIOS SOBRE A CAMINHADA DA SECA - NÃO DEIXE DE ASSISTIR:

De Valdecy Alves - 29ª Caminhada em 2009 - clique no link abaixo:


De Fram Paulo e Karla Samara - Caminhando ao Campo Santo  - clique no link abaixo:



De Mara Paula  - Fotos sobre a 29ª Caminhada da Seca em 2009 - clique no link abaixo:

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