segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O POETA QUE COMEÇOU ESCREVENDO POESIA E DEPOIS TRANSFORMOU-SE EM POESIA PARA VERDADEIRAMENTE VIVER E SER IMORTAL! ESCREVENDO UM ALERTA PARA TODOS...

Poeta Mario Gomes - Foto: Jornal Diário do Nordeste
A eternidade é própria de todas as coisas do mundo. TUDO É ETERNO E ETERNAMENTE SE TRANSFORMA. Realidade declarada desde os filósofos que antecederam Sócrates, na antiga Grécia., Mas a imortalidade só pode existir enquanto existir humanidade, embora a humanidade não seja eterna. É como se a eternidade fosse a capacidade de alguém ou obra humana ser lembrada enquanto existir gente no mundo e memória. Alguém ser eternizado no céu da humanidade é transformar-se estrela no céu do que há de melhor na história humana. O POETA MÁRIO GOMES HÁ MUITO QUE TINHA MORRIDO COMO HOMEM. HÁ MUITO QUE TINHA-SE POETIZADO E COMO POEMA BÍPEDE, HÁ MUITO TINHA-SE ETERNIZADO. Seu modo de vida não é um exemplo a ser seguido, MAS UM PROTESTO A SER ESCUTADO. UM PROTESTO EM FORMA DE PASSOS, AGRESSIVAMENTE BÁRBARO, QUE DENUNCIA UMA SOCIEDADE PERFEITA NA APARÊNCIA E MONSTRUOSA EM SEUS VALORES ATUAIS. UMA SOCIEDADE BELA NA FORMA, MAS PODRE EM GRANDE PARTE DO SEU CONTEÚDO, QUE CARREGA UMA BESTA FERA COMEDORA DA DIGNIDADE HUMANA. O poeta foi um protesto no espelho do tempo em que a sociedade podia-se ver invertida; VER SUA ALMA E NÃO VER SUA FORMA. E ASSIM, O POETA FORMADO POR ÁTOMOS ETERNOS TORNOU-SE IMORTAL PELA SUA POESIA E COMO POESIA ANDARILHA.

Poeta Mario Gomes homenageado
Acidum Grupo - https://www.flickr.com/photos/grupoacidum/5689295023/in/photostream/
Minha homenagem ao poeta Mário Gomes. Esse Diógenes casual, que não pode ser apenas lembrado por um pedaço da consciência social como forma de aliviar o sentimento de culpa, que verdadeiramente compreender sua mensagem, levá-la adiante e manter vivo o seu protesto POR MUDANÇA SOCIAL DE CADA UM E DO UNIVERSO POLÍTICO! No micromundo social e no macromundo estatal! POIS É NECESSÁRIO QUE TODA A FÉ E SEUS VALORES, minimamente, sirva para que as pessoas também aprendam a ter fé em si mesmas. Que toda razão e racionalismo resulte em frutos que realmente reste claro que a razão é e deve ser sempre útil não a alguns, mas a todos. Que a beleza da arte, mais do que o êxtase e provocar o sentimento pele magia do belo, possa humanizar minimamente cada um, para que tenhamos realmente uma humanidade, não como sinônimo de bilhões numa terra frágil na rotina bilenar de sua órbita, mas uma humanidade realmente, antes de tudo, humana em si e de cada um em si. E É ESSE GRITO QUE ESCUTO NA VOZ,NOS POEMAS DO HOMEM QUE VIROU POESIA, NA VOZ DO POETA MÁRIO GOMES, UM ALERTA, UMA MÁXIMA, UM AVISO DE PARE, OLHE E ESCUTE! Que eternizemos o fim de sua poesia e de seu poetizar-se: ATENÇÃO! MUDEMOS O RUMO! OU NÃO VALERÁ A PENA!

Abaixo, um poema de Mário Gomes, em que vejo de Cego Aderaldo a Camões, de Patativa do Assaré à Fernando Pessoa, de Einstein aos contadores de caso do Sertão do Ceará, sente-se o sabor do canto dos repentistas e da poesia de Zé Limeira:


Ação Gigantesca

Beijei a boca da noite
e engoli milhões de estrelas.
Fiquei iluminado.
Bebi toda a água do oceano.
Devorei as florestas.
A Humanidade ajoelhou-se aos meus pés,
pensando que era a hora do Juízo Final.

Apertei, com as mãos, a terra,
Derretendo-a.
As aves em sua totalidade,
voaram para o Além.
Os animais caíram do abismo espacial.
Dei uma gargalhada cínica
e fui descansar na primeira nuvem
que passava naquele dia
em que o sol me olhava assustadoramente.

Fui dormir o sono da eternidade.
E me acordei mil anos depois,
Por detrás do Universo.

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