quinta-feira, 21 de julho de 2016

POESIA PARA O BRASIL QUE OLHA PARA O FUTURO NO RETROVISOR - OS POLÍTICOS JOGARAM O BRASIL NO FUNDO DO POÇO DO POÇO SEM FUNDO- ESQUECEM QUE AFUNDARÃO JUNTOS!

O Brasil no fundo do poço que é um poço sem fundo - criação dos políticos brasileiros

O FUTURO DO BRASIL NO RETROVISOR
                                De Valdecy Alves - A todos indignados acima das ideologias


Ó pátria amada... surrupiada...
Quem a salva? Quem a salva?
Entre outras mil, és tu Brasil, tão assaltado
Dos filhos deste solo, não és mãe gentil
Oh! Andrajosa pátria pilhada
Que na sua jugular, sangue do povo
Jaz o vampiro ali colado!
Após nela saltar do trampolim da eleição!

A saúde do Brasil está na UTI
E o vírus é a maioria dos políticos brasileiros
E as vítimas os milhões sem médico e hospital...
O mosquito da dengue reza para seu deus
Todas as manhãs... o governante corrupto..
enquanto a corrupção ri do câncer...


Nem a segurança no Brasil está segura
Nem os seguranças têm segurança
E o bandido seguro caça policiais
O povo é assaltado nas ruas
Quando lhe sobra alguma coisa do assalto público...
E o assaltante de banco por mais que roube e assalte
Não consegue assaltar num ano
O que um mau político rouba numa licitação...
O mais cruel pistoleiro não mata ao longa da sua vida
Como o mau governante que assaltou a saúde do povo!
Os ladrões brasileiros são frustrados...
E agora todos querem ser políticos...
Terão mais e serão chamados de Vossa Excelência...

A educação virou presa da corrupção
E professor, vetor da educação,
Mais perseguido que mosquito da dengue
Chamam o cabresto da escravidão
De Bolsa família... de bolsa qualquer coisa
E manutenção dolosa na necessidade crônica
De programa social... vai mais que mal... 
Maldito cabrestão do cão!

E o Estado brasileiro está em péssimo estado
Pior Estado que o do Estado
Só o estado do povo brasileiro
Devorado pela criatura que criou e alimenta...
Com o voto tão exercido distorcidamente

A violência de 1.000 guerras
Vitima todos num banho de sangue diário
Que viram um rio no mês... um oceano num ano...
E muitos que criam e produzem cultura
Se ajoelham ao status quo
Dizendo amém a quem governa...
Num país em que os melhores  políticos
Ainda são ruins... tão exceção a exceção!
Em troca de centavos de editais...

 A briga pelo poder político
É a briga pelo poder
Não pela política para servir
E o socialismo que governou salvou o capitalismo
Que socializou os prejuízos jamais os lucros...
E a vítima roubada pela corrupção
Vende o voto por lhe faltar o pão
Mínimo existencial que era pra ser proporcionado
Pela oportunidade não pela esmola...
E não é democrata quem compra voto
Nem quem vende o voto nessa prostituição...

E o rombo da previdência
É do tamanho do abismo
Da falta de moralidade pública
Mais do que déficit previdenciário
Tem-se déficit de governantes ao menos honestos
Visto que ser desonesto é sinônimo de reeleição
E o Poder Executivo executou o Legislativo
E tenta executar o Poder Judiciário
E vai executando tudo...
Menos as mínimas políticas públicas
Que dormitam como sonhos na Constituição...

E a verdade passou a ser filha do marketing
A palavra que não passa da intenção
Que não passa da ficção
Substituíram o ato da efetivação...
Assim...nem a verdade é mais verdade...
Pois roubaram o significado da mentira e da verdade
Reinando desde o império a ideologia da malversação

Nem direitos sociais... nem direitos dos animais...
E se em Brasília recrucificassem Jesus
Roubar-lhe-iam a última peça de roupa
Furtar-lhe-iam a cruz...
Mas para não dizer que nada furtaram
Furtaram dos romanos a arte de crucificar
Para crucificarem a Constituição e o povo

Transformaram o Brasil no neoinferno
E o demônio em aprendiz...
De janeiro a dezembro...na última década
Tiradentes... Frei Caneca... Conselheiro... lampião
Só teriam a reclamar...

E o povo se agarra com a bíblia
E o povo segue o pastor...
Segue o bispo... o padre cantor...
E o povo segue o político
Pouco são sérios... ouro exceção...
E chega a lugar nenhum
Todos caminham para o nada
Agoniza a esperança
Sucumbe a utopia...
Do que vale o novo dia...
Se é pior que o ontem...
Que foi pior que o anteontem...
Começa-se a ter-se medo do amanhã...
A saudade começa a vencer a esperança
E se olha para o futuro pelo retrovisor!

Lamentando... lamentando... lamentando!
Ui...uiui.. ai... aiaiai! Oh, deus! Oh,céus
Como era menos infeliz e não sabia...

Um comentário:

Chirle Freitas disse...

Exatamente assim que penso. Será que algum dia os "cidadãos" desse país vão realmente saber exercer sua cidadania? Quem sabe daqui uns 200 anos? Temos poder para mudar essa realidade, mas muitos não sabem que tem e os que sabem se acovardam com vários tipos de desculpas.

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