domingo, 7 de maio de 2017

IV SEMINÁRIO SERTÃO - SECA - MEMÓRIA E CIDADANIA - Campos de Concentração nunca Mais - FOI UM SUCESSO - SOBRETUDO COM A QUALIDADE DOS DEBATES E A VISITA FINAL AO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DO PATU


Fotos de todos os presentes ao IV Seminário Sertão Seca Memória e Cidadania
Fotos:Wandara Lonrrayne

REALIZADO O IV SEMINÁRIO SERTÃ SECA MEMÓRIA E CIDADANIA - CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO NUNCA MAIS - INICIATIVA DA SOCIEDADE CIVIL - SEM UM CENTAVO DO PODER PÚBLICO - FORMA DE DEMOCRACIA DIRETA: O IV Seminário Sertão - Seca - Memória e Cidadania foi um sucesso. Tanto quanto aos temas debatidos, quanto ao nível do debate. Sendo transmitido ao vivo pelo Facebook, transmissão que foi além de 1.000 pessoas assistindo e um depois depois já caminha para 3.000 pessoas que assistiram ao evento e cada vez mais sendo assistido. Contou com duas mesas, 04 debatedores e público presente.  O evento é totalmente realizado e custeado por ativistas, em pleno exercício da democracia participativa. Um evento da sociedade civil, aberto a todos, inclusive a quem for do poder público. REALMENTE MUITO EXITOSO. HOUVE TAMBÉM EXPOSIÇÃO DE FOTOS SOBRE TODOS OS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO JÁ EXISTENTES NO CEARÁ - SECAS DE 1877/1879 - 1915 E 1932. Ao longo do evento se colher assinado num abaixo assiando, em que se requer a preservação da Ponte Ferroviária de Senador Pompeu, que está sendo comida pela ferrugem. Veja vídeo abaixo:





Abaixo o Manifesto que explica o objetivo do Seminário, sempre é atualizado e lido em cada evento que se realiza:



Mara Paula - Coordenadora do Evento
Fotos: Wandara Lonrrayne - Mara Paula - Valdecy Alves

MANIFESTO - OBJETIVO DO SEMINÁRIO: Debater sobre a Preservação do Patrimônio Cultural Material e Imaterial, tendo sempre como um dos pontos principais a memória do Campo de Concentração do Patu de Senador Pompeu e tudo que lhe diz respeito. O Campo de Concentração do Patu foi criado do final de abril a 10 de maio de 1932.  Em meio a isso a comemoração do dia do Trabalhador, 01 de maio de 1932, já foi com milhares de flagelados concentrados. Foram presos. Sem o direito de ir e vir. Sem o mínimo de dignidade. Sem condições higiênicas, sem alimentação suficiente. Na mais plena miséria. Tanto que por conta disso, Senador Pompeu ficou conhecida como “o curral da fome”. A velha estação ferroviária virou o ponto de chegada e saída do trem da morte e do trabalho escravo.

Os flagelados foram atraídos com promessa de que seriam empregados na obra de construção da Barragem do Patu, que fora suspensa desde 1919. Uma grande mentira. Quando abriram as inscrições para os flagelados se alistarem no dia 25/04/32, só no primeiro dia, foram 6.000 inscritos.  Em 20/05/32 já eram mais de 18.000 flagelados. Não havia obra nenhuma. Nem trabalho. Presos e amontoados como gado. Humilhados. Encontraram a morte, foram dizimados pelo cólera. Enterrados no Cemitério da Barragem. Lugar tido como santo e sagrado pela religiosidade popular. Um genocídio lembrado pela anual Caminhada da Seca. A resistência continua. Necessário debater tal fato. Necessário que não se repita. Necessário entender o que levou a tal tragédia e compreender a tragédia e suas causas. Para que se acerte no presente e sejam aperfeiçoadas para o futuro as políticas públicas fundamentais no Brasil e a relação com as secas.

A preservação da memória, do patrimônio material (casarões) e imaterial (poder das almas da barragem- outros), além de todo o patrimônio que envolve a ferrovia e a origem de Senador Pompeu, no Sertão Central do Ceará, ligada ao ciclo do gado e do algodão, é um trampolim seguro para fortalecer a identidade do povo de Senador Pompeu, do Ceará, do Nordeste e do Brasil. Debatendo o Sertão, a política das secas e das águas, sua relação com o ambiente, a importância de preservar a memória, para a efetivação da mais plena cidadania, que é impossível quando não se garantem os direitos humanos fundamentais e o mínimo existencial de cada pessoa pelo Poder Público. A ideia é realizar o Seminário sempre todo primeiro sábado de maio de todo ano, após o dia do trabalho, quando trabalhadores foram enganados com um chamado falso para trabalhar, depois presos condenados à morte num Campo de Concentração. Campo de Concentração do Patu é o Auschwitz brasileiro. Único de todos os campos de concentração das grandes secas do Ceará (1877/1879 – 1915 e 1932) preservado. O Campo de Concentrados do Patu macula a história das políticas públicas do Estado Brasileiro, que tem como essência precípua, promover o bem de todos e a Justiça Social. A ideia é promover o evento todo ano, no primeiro sábado logo após o dia do trabalho. PELA PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA – CAMPO DE CONCENTRAÇÃO NUNCA MAIS.


Maio de 2017 – 75 anos após a Seca de 32
Manifesto do Evento Atualizado



Tayrone - Filho do Professor Júnior Holanda agradecendo homenagem ao seu pai
SEMINÁRIO FOI ABERTO COM UMA SINGELA E MERECIDA HOMENAGEM AO PROFESSOR JÚNIOR HOLANDA - ATIVISTA QUE FALECEU EM 2017 E FOI UM DOS GRANDES LUTADORES PELA CIDADANIA E PRESERVAÇÃO DO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DO PATU: O seminário foi aberto com uma singela e importantíssima homenagem ao Professor Júnior Holanda. Um dos mais antgos, importantes e constantes ativistas do Município na área de educação, cultura, cidadania e pela preservação do Sítio Histórico do Campo de Concentração do Patu, em Senador Pompeu, Ceará. A homenagem foi encerrada com a entrega de um banner à família de Júnior Holanda e exibição de um vídeo mostrando um pouco de sua militância cultural, que pode ser conferido, clicando na imagem abaixo:





CONFIRA ABAIXO NA ÍNTEGRA O SEMINÁRIO - QUE FOI TRANSMITIDO AO VIVO PELO FACEBOOK - CÂMERAS : WALTER LIMA E REGINALDO ARAÚJO - JÁ COM MAIS DE 2.000 VISITAS NA DATA DESTA POSTAGEM - CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E VEJA:



 

                            A PRIMEIRA MESA                               
TEMA: A Arte como Ferramenta para Preservação da Memória
08:10h às 09:30h
PALESTRANTES: Breno Torquato (Ativista) – Valdecy Alves (Ativista e Escritor)




Breno Torquato - Primeiro Palestrante da Primeira Mesa


Valdecy Alves - Segundo palestrante da primeira mesa

SEGUNDA MESA
TEMA: Além do Tombamento Formal que Ações Devem Ser Praticadas para Efetiva Preservação do Patrimônio Material e Imaterial?
09:45h às 11:00h
PALESTRANTE: Marcos Chastinet
(Ativista em Fortaleza – Advogado – membro do Observatório do Patrimônio do Ceará)
DEBATEDORA:  Karol Queiroz (Mestranda em História UFC)

Marcos Chastinet Primeiro palestrante da segunda mesa
Advogado - Historiados - Do Observatório do Patrimônio do Ceará


Karol Queiroz - Segunda palestrante da segunda mesa
Karol Queiroz - Mestranda da U


  CONFIRA NAS FOTOS ABAIXO - MOMENTOS DE DEBATE DO PÚBLICO PRESENTE COM 
OS PALESTRANTES DO SEMINÁRIO



Prefeito Maurício Pinheiro compareceu ao evento e
fez sérias promessas sobre a preservação do
Sítio Histórico do Campo de Concentração do Patu
(aguardar e cobrar)

Público atento



Mara Paula - coordenando  debate - segunda mesa

Valdeclides Pires - Fazendo alguns questionamentos

Daniele - Sobre a importância de educar desde à infância escolar
Sobre a memória e preservação

Marcionília - Diretora do Liceu - Sobre ensinar história municipal nas escolas



Professora sobre o resgate da história e sua importância

Marcos Chastinet sobre a importância da Equipe Cultural 19-22

Neto - do Departamento de Cultura do Município

Lúcia Aquino - vereadora
Sobre a importância de envolver a sociedade em audiência pública

CGauber Matos - Secretário de Cultura do Município de Senador Pompeu
Sobre a importância da sociedade se juntar ao poder público
Na luta pela preservação


Abaixo assinado pedindo pela preservação da ponte ferroviária de Senador Pompeu


Mesa em debate

  3º MOMENTO - VISITANDO O CAMPO 
DE CONCENTRAÇÃO DO PATU COM O PÚBLICO  COM A PRESENÇA DE MARCOS CHASTINET 
DO OBSERVATÓRIO DO PATRIMÔNIO DO CEARÁ


Na trilha do Campo de Concentração do Patu


No Cemitério do Patu - Marcos Chastinet e Daniele
Onde o povo acredita nas Santas Almas da Barragem
Mortos pela fome e doença - concentrados - enterrados em valas no cemitério




Na Casa da Luz - Primeiro lugar onde houve energia elétrica

Casarão da Inspetoria - Onde funcionou a coordenação do Campo de Concentração
Onde eram distribuídos víveres aos concentrados

Usina Gótica - Campo de Concentração do patu


Estação da Morte - Nela chegavam os concentrados e eram aprisionados
Nela chegavam os víveres que sobreviviam à corrupção
Dela os flagelados eram levados para trabalho escravo


Nas trilhas do Campo de Concentração do Patu

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