domingo, 14 de julho de 2019

QUE SIGNIFICA E O QUE SIMBOLIZA O TOMBAMENTO MUNICIPAL DO SÍTIO HISTÓRICO DO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DO PATU EM SENADOR POMPEU CEARÁ? QUAIS FUTUROS PASSOS DEVERÃO MINIMAMENTE SER TRILHADOS NO PÓS-TOMBAMENTO. RUÍNAS DO CAMPO DO PATU - PATRIMÔNIO CULTURAL E MATERIAL DA AMÉRICA


Fotos de Padre João Paulo - Mara Paula e Valdecy Alves

DO TOMBAMENTO MUNICIPAL DO SÍTIO HISTÓRICO DO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DO PATU - SENADOR POMPEU - CEARÁ: Repercutiu em toda mídia local, estadual, nacional e até de forma internacional, a conclusão do processo de tombamento das ruínas do Campo de Concentração do Patu, na Seca de 32, que funcionou em Senador Pompeu, Estado do Ceará. Fruto de uma luta comunitária que teve início nos anos 90. A sociedade civil saiu na frente, mas o Poder Público, retoma terreno com a séria e compromissada participação do Ministério Público, que via Termo de Ajuste de Conduta (TAC), chegou a um acordo com o Município quanto ao tombamento do mais famoso Campo de Concentração do Brasil e do continente americano.  De muita importância a postura do Município em concluir os trabalhos de tombamento e o prefeito mobilizar, concluindo o evento em ato simbólico no próprio Sítio Histórico, no Casarão da Inspetoria. PROVA DE QUE A PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO MATERIAL E CULTURAL PRECISA DO PODER PÚBLICO E DA SOCIEDADE CIVIL NA LUTA. Cada um fazendo o que lhe cabe. Pois se trata de manter viva a memória, importante para cada pessoa individualmente, importante para identidade coletiva. Devendo, pela importância, ser uma conquista de todos e devendo pairar sobre partidos, sobre paternidades... tema suprapartidário e suprageracional. Fundamental  o tombamento a nível municipal, porque se o Município não for o primeiro a tombar o sítio histórico, como poderá cobrar o Estado do Ceará e do governo Federal, que façam o mesmo? Nesse sentido, total parabéns a todos da sociedade civil, ativistas, idealistas, humanistas, que lutaram por décadas por esse tombamento. Em seguida parabéns ao promotor e ao prefeito por assumiram de forma clara o papel do Poder Público nesta questão de interesse nacional e internacional. Importante destacar que há processo de tombamento a nível estadual, desde 1996, mas já próximo de ser concluído. E também pedido de tombamento a nível federal. No item adiante, a importância  da preservação do Sítio Histórico do Campo de Concentração  do Patu para Senador Pompeu, para o Ceará, para o Brasil, para América e para o mundo. 

Campo de Concentração do Patu
Foto: José Bonifácio Paranhos da Costa
Chefe da  Comissão Médica Federal que tentou debelar as epidemias
Nos Campos de Concentração da Seca de 32  - Mais para salvar a imagem de Getúlio Vargas que o povo

SOBRE A IMPORTÂNCIA DA PRESERVAÇÃO DO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DO PATU PARA O CEARÁ - PARA O BRASIL E PARA O MUNDO: De todos os campos de concentração das secas do Ceará, de 1877/1879, 1915 e 1932, o Campo de Concentração do Patu é o único preservado. A grande seca de 1877/1879, uma das maiores tragédias da história do Brasil e do mundo, foi imortalizada por Rodolfo Teófilo, na sua obra literária "A FOME", que relata a história de uma família que veio do interior para o Campo de Concentração do Alagadiço. Um clássico da literatura brasileira. Rodolfo Teófilo escreveu também um relatório sobre a seca e os abarracamentos, denunciando a crueldade e a falta de humanidade com que foram tratados os retirantes. Fotos terríveis do flagelo foram tirados por jornalista norte americano, na seca de 1877/1879,  pois a seca repercutiu no mundo inteiro. O Campo de Concentração do Alagadiço, campo santo para Rodolfo Teófilo, que se localizava entre o Pirambu e o Instituto dos Cegos, em Fortaleza, Ceará, chegou a receber mais de 100 mil retirantes. Aumentando em 06 vezes a população de Fortaleza na época. Importante deixar cristalino que todo esse drama ocorreu durante o império, no Brasil da monarquia, que teve como maior ação, começar a construção do Açude do Cedro em Quixadá. Acabou o império e sequer o Cedro foi concluído.

Pinturas de Portinari - Masp
Os Retirantes
Em 1915 ocorreu outra Grande Seca, desta vez, quando o governador do Estado Benjamin Barroso, decidiu deslocar os retirantes da seca, que estavam no Passeio Público, para o Campo de Concentração do Alagadiço, que foi reaberto, alterando a denominação de abarracamento para Campo de Concentração e de retirante para flagelado, o próprio Rodolfo Teófilo obteve audiência com o governador, protestando contra criação da concentração, contra a mudança dos nomes de retirantes para flagelados e de abarracamento para campo de concentração.  AVISOU QUE TAL TIPO DE POLÍTICA PRODUZIRIA A MORTE DE TODOS. Nesse tempo a jornada do interior para Fortaleza foi amenizada em virtude do trem. Minorando o sofrimento e diminuindo os corpos que ficavam pelas estradas de famílias imortalizadas como na obra Vidas Secas. A mulher do governador, que fazia trabalhos voluntários no campo de concentração, triste ironia, contraiu a doença dos concentrados e faleceu. Foi aberto, em 1915, o Campo de Concentração do Matadouro, ao lado do qual, nos anos 20 foi construída a Estação do Otávio Bonfim, atualmente esquina da Rua José Jatahy com Bezerra de Menezes. A saída da família de Chico Bento de Quixadá para o Campo do Matadouro em Fortaleza seria imortalizada pela escritora Raquel de Queiroz na sua obra '" O QUINZE", uma das mais conhecidas da literatura brasileira, que fez com com que a escritora fosse a primeira mulher a entrar na Academia Brasileira de Letras. 1915 é a era da República Velha, pejorativamente chamada de República dos Coronéis. O DRAMA DOS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO NÃO APENAS SÃO EXTREMAMENTE CRUÉIS, COMO AS HISTÓRIAS QUE INSPIRAM, BASE DA CRIAÇÃO DE UMA NOVA LITERATURA NACIONAL. Importante lembrar obras como: Vidas Secas, Morte e Vida Severina, na pintura, Portinari pintou sobre as secas, morte e flagelados.


ENTÃO VEM A PERGUNTA: por que os campos de concentração mexem tanto com o imaginário do Brasil e por que sempre se repetem nas secas, a mortandade e a emigração das vítimas??? Repercutem também na grande mídia internacional. Glauber Rocha foi premiado internacionalmente com seus filmes retratando o sertão e o drama da vida dos sertanejos. Criando um novo cinema no Brasil. Mas em 1932, a tecnologia do uso de campos de concentração, assim diria Foucault, foi aperfeiçoada como nunca. Já na Era Vargas, que com um golpe, aniquilou a República dos Coronéis. Nascia o pai dos pobres, o salvador do Nordeste, em guerra com o Estado de São Paulo, para onde mandaram muitos dos concentrados nos campos, o grande Exército do Norte.


Há outros prédios e havia 160 casas de taipa na Vila Operária
Conheças alguns dos principais prédios do Sítio Histórico

DA TECNOLOGIA DO APERFEIÇOAMENTO DOS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO DA SECA DE 1932: Em 1932 foram construídos 07 campos de concentração. Desta feita os campos foram ao encontro das vítimas da seca, mantendo os flagelados no interior, embora em Fortaleza tenha funcionando 02 campos de concentração, eis os 07 campos de concentração:

1) Foi reaberto o Campo de Concentração do Matadouro, com nome de Otávio Bonfim.
2) Foi criado o Campo de Concentração do Urubu, dando origem ao bairro do Pirambu, Fortaleza.
3) Foi criado o Campo de Concentração de Quixeramobim, que durou menos de 03 meses.
4) Foi criado o Campo de Concentração do Patu, Senador Pompeu, o mais isolado, quente e fatal.
5) Foi criado o Campo de Concentração de Cariús.
6) Foi criado o Campo de Concentração do Buriti, no Crato
7) Foi criado o Campo de Concentração do Ipu, único da região Norte do Ceará.

Só o Estado do Ceará, que também costumava receber flagelados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Piauí, teve a experiência dos campos de concentração nas grades secas. Alguns dos claros objetivos dos campos de concentração:

a) Evitar que milhares de flagelados chegassem a Fortaleza desordenadamente.
b) Serem utilizados como mão de obra escrava, trabalhando em troca de comida.
c) Evitar saques de alimentos no comércio.
d) Manter a ordem social, evitar prostituição, furtos e assaltos.
e) Enviar excesso de flagelados como mão de obra barata para o Sudeste do Brasil.
f) Utilizar  excesso de flagelados para povoar o Maranhão, Pará e Região Norte.
g) Manter flagelados o suficiente no Ceará como mão de obra para quando voltassem as chuvas
h) Usar como mão de obra escrava para construção de obras públicas (cemitérios, cadeias, etc)


Mapa de todo percurso da Caminhada da Seca
Elaboração: Valdecy Alves

O CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DO PATU - DA SUA IMPORTÂNCIA E PORQUE É O CAMPO DE CONCENTRAÇÃO MAIS PRESERVADO DO CONTINENTE AMERICANO: Há algo de comum em todos os campos de concentração de todas as secas, do Império à República. Quando os campos eram extintos, tudo era destruído. Juntavam-se restos das barracas, roupas, documentos e uma enorme fogueira apagava os resquícios de um crime do Poder Público contra direitos humanos universais e fundamentais. De um genocídio. É cultura do Estado brasileiro apagar a história quando o Estado é o vilão. Aliás, ser vilão na história é seu papel predileto. Bastando citar Canudos, na Bahia, Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, no Crato. Tentaram apagar pelos mais variados meios a memória dos massacres.

O Campo de Concentração do Patu foi criado no dia 26 abril de 1932. Funcionaria na Vila Operária, na verdade no canteiro de obas abandonado do Açude do Patu, cujas obras tiveram início na seca de 1919 e foram suspensas em 1923, durante o governo Epitácio Pessoa.  havia uma extensão de linha férrea da sede do Município de Senador Pompeu até a Vila Operária, composta por 12 casarões, armazéns e 160 casas de taipa. Todavia, foram tantos os flagelados, que após ocupados todos os imóveis, também construíram barracas. O próprio local, construção inglesa, até mesmo com influência arquitetônica gótica, um documento vivo da velha discriminação dos governantes do sudeste, quando chefiando o governo federal, e do fracasso da política da açudagem. 

O Campo de Concentração do Patu era o mais isolado e mais quente de todos, com menos água. Foi onde morreram relativamente mais pessoas,  cerca de 50%, calculando-se pelos relatos dos sobreviventes. Já que eram enterradas sem óbito e todas as fichas de inscrição, dos concentrados, desapareceram. Foi tal o abandono, a exploração da mão de obra escrava, a corrupção que desviou recursos, bens e alimentos, que o martírio que produziu, deu origem a um surto messiânico que santificou as almas dos mortos enterrados no cemitério clandestino onde foram enterrada grande parte das vítimas. O CEMITÉRIO DO PATU OU CEMITÉRIO DA BARRAGEM. Até hoje, romeiros do Sertão inteiro pagam promessas e anualmente, todo segundo domingo de novembro de cada ano,  realiza-se a Caminhada da Seca, em memória das almas santificadas pelo povo, através da religiosidade popular, quando milhares de pessoas, saem por volta das 05 h da manhã, de frente da igreja matriz, até o Cemitério do Patu, pagar promessas e participar da missa.

Por ter sido instalado em prédios de alvenaria, no canteiro de obras abandonado do Açude do Patu, construído pela empresa inglesa Norton Griffiths & Company, pelo surto messiânico, pelo genocídio fruto do abandono, pois tinha apenas um médico, o prefeito de Senador Pompeu, que de quando em quando aparecia por lá, falta de higiene, promiscuidade, alimentos de péssima qualidade e insuficientes em quantidade e qualidade... mortes que se iniciaram em junho de 1932 e perduraram até o final do campo em março de 1933... É O  ÚNICO CAMPO DE PRESERVAÇÃO PRESERVADO, CONHECIDO E FAMOSO DE TODOS... DAS SECAS DO IMPÉRIO ATÉ AS SECAS DA REPÚBLICA VELHA E DO ESTADO NOVO. NA VERDADE O ÚNICO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO PRESERVADO DA AMÉRICA, em que foram segregadas multidões por questão de discriminação e exclusão social. Abaixo vídeo sobre a Caminhada da Seca em memória das vítimas do Campo de Concentração do Patu, que se realiza anualmente:




O CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DO PATU É AUSCHWITZ DA AMÉRICA: Não existe influência direta dos campos de concentração nazistas e os campos de concentração das secas do Ceará.  A terminologia campo de concentração surgiu no Ceará, na Seca de 15. Todavia, ambos se alicerçam e bebem da mesma matriz ideológica do darwinismo social, de origem inglesa, e na eugenia, que os alemães levaram aos mais absurdos limites.  Pois os mestiços nordestinos sempre foram discriminados e tidos como raça inferior. Nas notas preliminares do clássico, Os Sertões, no início do livro, que merece ser lido e é um dos maiores clássicos da literatura do mundo, Euclides chama os nordestinos de sub-raça destinada à extinção. Mesma terminologia usada  por Marechal Rondon, em relatório que ele fez quando visitou as ruínas do canteiro de obras do Patu, mesmo por Rodolfo Teófilo em seus relatórios. Sendo importante destacar que a Constituição da Ditadura Vargas de 1934, em seu artigo 138, "b", coloca como dever do governo e da sociedade estimular políticas de eugenia, que até os dias atuais dão origem a discriminação de nordestinos, em estados do Sul e do Sudeste. Tanto os campos nazistas como os campos das secas utilizaram mão de obra escrava, alimentava mal os prisioneiros, impediram o direito de ir e vir, utilizaram trens para facilitar transportes para trabalhar ou aprisionar, rasparam as cabeças de homens e mulheres, tratando os prisioneiros como raça inferior, degenerados... afinal o negro era coisa... o índio não era gente porque não tinha alma... os mestiços... mesmo com parte do sangue europeu só podia ser coisa, jamais gente... com problemas genéticos e também com problemas mentais....





O CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DO PATU é um documento vivo de como o Estado Brasileiro sempre tratou os que nunca receberam terras na política das sesmarias, os mestiços, os sertanejos. Tratados como servos. Quando brasileiro, por omissão e falta de espírito republicano, falta de solidariedade cristã, tratou brasileiro como nazistas trataram os judeus. Como coisa. É um documento que testemunha o nascimento da política da açudagem como meio de combate às secas, dando origem ao Ifocs, depois ao Dnocs. Fundamental dizer que todas as vítimas dos campos de concentração das secas, desde 1877 a 1932, têm o mesmo perfil de Antonio Conselheiro, do povo de Canudos... o mesmo perfil de Beato Lourenço e  povo de Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, no Crato... e todos os descendentes deles, hoje nas periferias das grandes cidades, vítimas do abandono, de políticas públicas ineficazes e da escalada da violência sem fim. Para o Brasil ser realmente uma nação, uma pátria mãe gentil, como no hino nacional, precisa compreender estes grandes fatos históricos como Canudos, Caldeirão e os Campos de Concentração das Secas do Ceará... sob pena de jamais serem alcançados os objetivos contidos no artigo 3º e incisos da Constituição da República. POIS CONSTITUEM A MEMÓRIA QUE GRITA  DO PASSADO PARA  O PRESENTE... PARA QUE SE APRENDA COM A HISTÓRIA... PARA QUE NÃO REPITAM OS MESMOS ERROS... POIS É FATO QUE O BRASIL... SEU POVO E SEUS GOVERNOS NÃO APRENDEM COM AS LIÇÕES DO PASSADO. Por isso, o Campo do Patu, precisa, necessita e tem que ser preservado. E seus lamentos ecoam no mundo inteiro... ouvidos por toda a humanidade.





Foto: Mara Paula

O CASARÃO
(Aos casarões do Campo de Concentração de Senador Pompeu)

Majestoso sobre  o alto
Solitário, antigo, assombroso...
Por contínuos ventos açoitado
Banhado por odores da mata
Sempre desperto... atento... majestoso
Furtando cor aos raios do sol
Ou sob a beleza de sem igual luar

Templo de morte e de vida
Palco de dor e desespero
De incontáveis ais de morrentes
De inúmeros ais de amor!

Hotel de morcegos e corujas
Sistina de pervertidos desenhistas
Metade de inferno
Cinqüenta por cento paraíso!

Janelas são olhos contemplativos
Portas bocas que falam
Aos ouvidos sensíveis
Os caibros absurdos sonoplastas
.........................................
Vem o sol, vão-se as chuvas
Vêm os amantes, vão-se as gerações
O casarão fica
Engolindo, fazendo e cuspindo história...
Uma voz revoltada do passado
Arauto das valas do cemitério
Cuja voz ecoa no por vir!
                                        (De: Valdecy Alves)





FUTURO: O mínimo de futuro para o Sítio Histórico do Campo de Concentração do Patu,  pós-tombamento, NO MEU ENTENDIMENTO QUE AQUI CONFIRO O STATUS DE SUGESTÃO, também chamado Vila dos Ingleses, é ser transformado num parque, toda a parte histórica integrada ao meio ambiente, preservando toda a caatinga, criando trilhas, identificando cada planta... garantir acesso ao alto da Serra do Patu, recuperar o que pode ser recuperado e ocupado, evitar que piore o estado de ruínas irrecuperáveis. O Cemitério do Patu uma de suas partes mais importantes, pois simboliza a memória imaterial, chegada da Caminhada da Seca, que já atrai o turismo religioso. Já o Casarão principal, conhecido como Casarão da Inspetoria, maior símbolo do Patrimônio material deveria ser transformado no MUSEU DOS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO E DAS SECAS. A vila operária, basta ser sinalizada e manter preservado o que lá tem de ruínas.   Com o tombamento. E todo este parque entrar na rota turística do Ceará, treinando pessoas locais de como atuar ao receber turistas. O Açude do Patu tem como oferecer lazer e um bom peixe frito. Dos guias aos taxistas, dos mototáxi aos hotéis. Integrar visitas ao parque com peças como a Paixão de Cristo, em abril, São João em Junho, férias de julho, festa da padroeira, semana do Município, Caminhada da Seca etc. Mantermos a luta para conclusão do tombamento estadual e federal. envolver cada vez mais os alunos e as escolas.  SEMPRE LEMBRANDO DA IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL, DAS ESCOLAS E DE TRATAR-SE DE UMA LUTA SUPRA PARTIDÁRIA, SUPRA GERACIONAL A LUTA QUE ENVOLVE A PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA MATERIAL E IMATERIAL DO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DO PATU. QUEM QUER QUE CHEGUE AO PODER DAR CONTINUIDADE À LUTA COM ESPÍRITO REPUBLICANO E HUMANISTA.

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