segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

CARNAVAIS ....


Escrevi esta poesia para você refletir a questão alegria x felicidade.


Não sei se dei sentido à minha vida
Não sei se tem algum sentido
Dar algum sentido à vida
Ou se viver resume-se a buscar sentidos!

Noite de carnaval
Com que alegria toca o carro
Capaz de ser ouvido a grande distância
Se o canto e o cantor são tão alegres
Bem sei que com o sucesso
O artista está bem rico...
Não sei se o dono do carro
E os forçados ouvintes
Têm tanta razão para sorrir
Ou se encontraram a felicidade
Que não está na canção
Muito menos no carnaval

Quantas belas mulheres nos blocos
Ideais de beleza
A sedução, o desejo, o cheiro no ar...
Risos, giros, coxas, seios, dança, rebolados...
Mas quantos amarão à noite
Quantos se terão
Sem se perder na infinitude da finitude
Do erotismo-fim e vazio ?

O carnaval das manhãs
No canto dos pássaros
Só para eles é festival !
Voam, flutuam, acasalam-se...

Mais além o morcego incomodado
O poeta inspirando-se em tais cantos
O gato castrado
Felino caçador de estimação
Contempla a ilha de árvores
Que já foi floresta
Com presas saudosas da carne
Sonhando em libertar-se da ração
Com sabor de plástico...

Um pouco mais distante
A faminta cascavel
Imunda sai do esgoto esfomeada
Fanática na direção das árvores...

Cada um com seu carnaval
Cada um buscando sentido
Espalham-se em todos os sentidos
Construindo o carnaval da história !

5 comentários:

antoniojarismar disse...

Bom dia, primo.
O carnaval tornou-se a promiscuidade oficial das mentes doentes da sociedade.

Neudimar disse...

Muito boa a poesia, fala das coisas vazias da vida, que para alguns traz felicidade, mas que não passa de uma tola ilusão.

Juliano Sanches disse...

Olá tudo bem. Muito interessante essa divagação sobre o carnaval. Como manifestação das culturas do povo e do folclore, o carnaval realizado no Brasil é uma festa de cores e sons, expressão da alegria e da realização pessoal.

Meu nome é Juliano Sanches, moro em Campinas/SP, sou jornalista, colaborador do Portal Sorocult (www.sorocult.com), do Portal Comunique-se (www.comunique-se.com.br), da revista on-line Guaruçá (www.ubaweb.com), e do Portal Mário Lincoln do Brasil (www.mhariolincoln.jor.br). Sou colunista do Jornalzen (www.jornalzen.com.br), de Campinas. Escrevo esporadicamente para o Jornal Correio Popular de Campinas (www.cpopular.com.br). Tenho um blog, chamado "Casa do Juliano Sanches". Trata-se de um espaço de reflexão sobre temas como qualidade de vida, natureza, ecologia, espiritualidade universalista, viagens, lugares do Brasil,
experiências místicas, músicas de diferentes estilos, ruralismo,
jornalismo, psicologia, peças de teatro, livros, autoconhecimento,
autoajuda, autoafirmação, resistência cultural, vida em harmonia, poesia, paz, estudos, observações diárias, geração de visibilidade para as
pessoas mais excluídas, culturas do povo e folclore. Comecei a fazer algumas experiências de coleta de informações. Durante os finais de semana, eu dedico uma parte do tempo à observação e ao acompanhamento dos coletores de lixo de Campinas. Já fiz amizade com alguns deles. Com as experiências, eu iniciei uma reflexão sobre a falta de visibilidade dos trabalhadores braçais. No blog Casa do Juliano Sanches (http://casadojulianosanches.blogspot.com/), eu também dediquei um espaço ao tema. O meu objetivo é verificar como são as relações sociais entre coletores de lixo e a população que anda pelas ruas de Campinas. Fiz algumas comparações entre carroceiros, profissionais de limpeza de banheiro, garis e margaridas. Pude perceber que são pessoas receptivas. Apesar de vivenciarem uma situação de anonimato, produzida pelos dispositivos da sociedade, eles aindam conseguem, mesmo que minimamente, manifestar suas visões a respeito das condições de sobrevivência nas cidades industrializadas. Fiz algumas fotos de dois dos garis que acompanhei. As imagens dos rostos deles fazem uma representação evidente das dificuldades vivenciadas pelas ruas, principalmente o cansaço e o abandono da sociedade.
O meu foco é descobrir como as circunstâncias de anonimato que eles vivem são produzidas socialmente e até que ponto eles são conscientes disso. Os profissionais de rua, como o coletor de lixo, o carroceiro e o engraxate, são inferiorizados e isolados pela maior parte da população. São semelhantes aos operários de chão de fábrica. As ruas e as fábricas oferecem condições desumanas de trabalho. Ruas quentes, frias, chuvosas, com uma diversidade de barulhos e poluições.

Nessa semana, fiz uma comparação entre a vida humana e a natureza no meu blog. Citei o bambuzal, como símbolo de resistência, inclusive. Dê uma olhada.

Visite minha Casa, quando puder.

O endereço é:

(http://casadojulianosanches.blogspot.com/).

Um grande abraço.

Anônimo disse...

todo busca a felicidade, mas ela está nas coisas simple da vida...
E o carnaval faz do brasileiro um povo deferente do resto mundo..

zé valdir disse...

Olá, brilhante pensador, um abraço!
Que bom ver, neste lamaçal de mediocridades em que este veículo de comunicação às vezes se transforma, encontrar delicioso oásis, como este seu espaço de discussão!
Parabéns, Valdecy, me orgulho de poder acessar este precioso espaço dirigido a quem resiste em se deixar invadir pelas baboseiras do lugar comum e da falta de consciência crítica.
Vamos em frente, que o conhecimento universal bate à porta, nos pedidno socorro!
Do amigo, Zé Valdir, de Pacajus,CE

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