
Escrevi esta poesia para você refletir a questão alegria x felicidade.
Não sei se dei sentido à minha vida
Não sei se tem algum sentido
Dar algum sentido à vida
Ou se viver resume-se a buscar sentidos!
Noite de carnaval
Com que alegria toca o carro
Capaz de ser ouvido a grande distância
Se o canto e o cantor são tão alegres
Bem sei que com o sucesso
O artista está bem rico...
Não sei se o dono do carro
E os forçados ouvintes
Têm tanta razão para sorrir
Ou se encontraram a felicidade
Que não está na canção
Muito menos no carnaval
Quantas belas mulheres nos blocos
Ideais de beleza
A sedução, o desejo, o cheiro no ar...
Risos, giros, coxas, seios, dança, rebolados...
Mas quantos amarão à noite
Quantos se terão
Sem se perder na infinitude da finitude
Do erotismo-fim e vazio ?
O carnaval das manhãs
No canto dos pássaros
Só para eles é festival !
Voam, flutuam, acasalam-se...
Mais além o morcego incomodado
O poeta inspirando-se em tais cantos
O gato castrado
Felino caçador de estimação
Contempla a ilha de árvores
Que já foi floresta
Com presas saudosas da carne
Sonhando em libertar-se da ração
Com sabor de plástico...
Um pouco mais distante
A faminta cascavel
Imunda sai do esgoto esfomeada
Fanática na direção das árvores...
Cada um com seu carnaval
Cada um buscando sentido
Espalham-se em todos os sentidos
Construindo o carnaval da história !
Não sei se dei sentido à minha vida
Não sei se tem algum sentido
Dar algum sentido à vida
Ou se viver resume-se a buscar sentidos!
Noite de carnaval
Com que alegria toca o carro
Capaz de ser ouvido a grande distância
Se o canto e o cantor são tão alegres
Bem sei que com o sucesso
O artista está bem rico...
Não sei se o dono do carro
E os forçados ouvintes
Têm tanta razão para sorrir
Ou se encontraram a felicidade
Que não está na canção
Muito menos no carnaval
Quantas belas mulheres nos blocos
Ideais de beleza
A sedução, o desejo, o cheiro no ar...
Risos, giros, coxas, seios, dança, rebolados...
Mas quantos amarão à noite
Quantos se terão
Sem se perder na infinitude da finitude
Do erotismo-fim e vazio ?
O carnaval das manhãs
No canto dos pássaros
Só para eles é festival !
Voam, flutuam, acasalam-se...
Mais além o morcego incomodado
O poeta inspirando-se em tais cantos
O gato castrado
Felino caçador de estimação
Contempla a ilha de árvores
Que já foi floresta
Com presas saudosas da carne
Sonhando em libertar-se da ração
Com sabor de plástico...
Um pouco mais distante
A faminta cascavel
Imunda sai do esgoto esfomeada
Fanática na direção das árvores...
Cada um com seu carnaval
Cada um buscando sentido
Espalham-se em todos os sentidos
Construindo o carnaval da história !

