sábado, 18 de abril de 2009

A CRISE MUNDIAL - A SITUAÇÃO DAS PREFEITURAS E O SALÁRIO DOS SERVIDORES PÚBLICOS


O neoliberalismo, forjado pela Inglaterra e pelos Estados Unidos, tão falido como o comunismo russo e cubano, pregava o estado mínimo, que numa linguagem bem simples seria priorizar o emprego do dinheiro público não para os projetos sociais, mas para financiar a indústria, o capital, que geraria emprego, riqueza e justiça social automaticamente. A liberdade de mercado sem freios serviu apenas para formação de cartel e para especulação mais imoral e nociva possível. Eis a crise mundial, foi no que deu! Mas, paradoxalmente, vemos os países mais ricos investirem para salvar as empresas com o dinheiro público. Quando tais empresas lucravam, ficavam com os lucros milionários nunca dividiram tais riquezas com o Estado ou com os cidadãos e cidadãs. Uma vez falidos pedem a intervenção, o socorro do estado, que investe bilhões para salvar tal fracasso, o tal deus-mercado, o selvagem capitalismo, que se devora.

As prefeituras, sobretudo do Norte e Nordeste, costumam sequer pagar o salário mínimo, como piso mínimo aos servidores. Da maneira mais descarada possível sequer pagam o piso nacional aos professores, culpando a crise ao tempo que se apropriam do repasse do FUNDEB, que só tem aumentado. QUANDO FICOU CLARO QUE A VALORIZAÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO, O BOLSA FAMÍLIA, PAGAMENTO DE BONS SALÁRIOS AOS PROFESSORES, DESDE O ADVENTO DO FUNDEF, em 1996, fez com que o dinheiro, na mão dos trabalhadores e trabalhadoras, fortalecesse o mercado interno, que depende de consumidor para comprar. Os servidores públicos municipais, estaduais e federais são consumidores. Como os demais trabalhadores. Logo gastando o que ganham fazem com que a economia se fortaleça, aumenta a arrecadação do ICMS, IPI, ISS... o repasse dos fundos aumenta com o aumento de arrecadação.

Usar a crise para não pagar o salário mínimo como piso mínimo (R$ 465,00), para não pagar o piso nacional aos professores, que hoje para 40 horas, nível médio, é de R$ 1.132,00, é retroceder, é usar de ma fé, é desvalorizar o servidor, é diminuir o poder de consumo, é fomentar a recessão, é prejudicar a educação, É FORTALECER A CRISE!

O que sempre ocorre é que dinheiro nenhum é suficiente para politicagem. A prioridade para qualquer grupo político que assume é premiar seus cabos eleitorais. Demitindo concursados para contratar por critérios pessoais, reduzir salários, atrasar salários, não pagar dívidas com antigos fornecedores, para pagar aos novos fornecedores, que financiaram campanha... Enfim, ocorre uma batalha da falta de ética da Administração Pública com o que deveria realmente ser, isto é: uma administração voltada para o social não para interesses politiqueiros. E que é o social? Está na Constituição Federal: Pagar salário mínimo, valorizar o professor, garantir educação e saúde de qualidade, segurança pública, política de moradia, acesso à justiça rápida e eficaz, proteção à infância, aos idosos, à maternidade, garantir igualdade de oportunidade entre homens e mulheres, principalmente o contido no artigo 5º e incisos, artigo 6º, artigo 7º e incisos, todos da Constituição Federal...

TODA ARGUMENTAÇÃO NESTE ARTIGO SE APLICA TAMBÉM AOS DEMAIS TRABALHADORES DO SETOR PRIVADO.

Na verdade a crise sepultou o neoliberalismo, que foi para o mesmo lixão das ditaduras, que se diziam comunistas. Tem muita gente se aproveitando da crise para tirar vantagens políticas, fortalecê-la, às custas sobretudo do estado-social, que através das prefeituras, como patrões, deveria materializar-se e não ser negado. Dessa vez, o dinheiro público consumido pelo apetite voraz e infinito da politicagem mais sórdida da cultura brasileira, violadora de direitos sociais, de direitos fundamentais, dos direitos humanos básicos. Na verdade tais governantes, com a cultura que vivem e professam, têm sido a pior e eterna crise moral e ética, o pior câncer ainda não debelado na história política do Brasil.

UM NÃO MAIS RADICAL E O MAIS PROFUNDO REPÚDIO A TAL OPORTUNISMO E SOFISMA MODERNOS!

Um comentário:

Anônimo disse...

Sabe-se que a crise existe de fato, não podemos negar nem dramatizar a situação. As "soluções" adotadas por aqueles que querem aproveitar da situação e que usam a crise como desculpa para tudo, apenas inibem o crescimento e aumentam os efeitos de uma crise que poderia ser bem menos drástica...

Alciclene Araújo

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