quinta-feira, 7 de maio de 2009

Greve pelo piso salarial - professores de Crateús

CLIQUE NO LINK ABAIXO E VEJA PEQUENO DOCUMENTÁRIO SOBRE A GREVE DOS PROFESSORES MUNICIPAIS DE CRATEÚS. Divulque e poste o seu comentário:
http://www.youtube.com/watch?v=WuE482fs5S8

Está na Constituição Federal, desde 1988. Artigo 206, inciso VIIII:

Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública, nos termos de lei federal.

Depois foi previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Por fim, em julho de 2008 foi aprovada a Lei 11738/2008, criando definitivamente o piso nacional dos professores, que hoje é de R$ 1.132,00, para professor com nível médio, com jornada de 40 horas. Se trabalhar só 20 horas, o piso será metade. Quixadá já implementou tal piso, bem como 1/3 da jornada para atividades extraclasse.

Vários Municípios ainda não implantaram o piso, que é retroativo a janeiro de 2009. Crateús é um desses Municípios. O prefeito e sua assessoria agem como se Crateús fosse um país independente, violando a Constituição e leis federais. A CATEGORIA TEVE QUE ENTRAR EM GREVE, DESDE O FINAL DE MARÇO/2009, até a postagem dessa matéria continuava a greve(07/05/2009). A categoria acampará no prédio da prefeitura de Crateús a partir de segunda-feira, dia 11/05/2009. Tudo tendo à frente o SINDICATO DOS PROFESSORES MUNICIPAIS DE CRATEÚS.

Para piorar, o prefeito entrou com ação para declarar a greve ilegal. Dia 05/05/2009 houve a audiência de conciliação, bem como uma grande assembléia na frente da Justiça do Trabalho de Crateús. O VÍDEO MOSTRA AS IMAGENS DESSA ASSEMBLÉIA. Apóiem a luta dos educadores. E uma boa notícia: A AÇÃO JÁ FOI ARQUIVADA. A greve não foi julgada ilegal. MAIS UMA VERGONHOSA DERROTA PARA O MUNICÍPIO, que pisa no professor, que não lhe concede o piso, pisoteando-lhes todos os direitos mais fundamentais.

9 comentários:

Wania disse...

Caro Valdecy
Infelizmente, todas as conquistas na educação, foram através de luta.

O PISO É LEI, FAÇA VALER!
Esse é o Slogan da campanha do SINDIUTE, frente a luta para a implantação do piso para os trabalhadores da Rede Municipal de Educação de Fortaleza. Além da luta para incorporação do piso salarial, reinvidicamos reajuste de 19,2% no valor do piso salarial da categoria e a redução da jornada de trabalho, hoje de 48 horas semanais, para 40 horas semanais e a realização de concurso público. Segundo informações de alguns companheiros, atualmente existem mais de 14 mil professores substitutos, contratados pela Prefeitura Muncipal de Fortaleza.
VAMOS VALER A LEI!!!

daniela disse...

iniciarei em agosto minha carreira na na docencia e gostaria muito que o prefeito de minha cidade aderisse logo, sem relutas(por que é lei), esse direito nosso.

Anônimo disse...

Como aluna e filha de professora do munícipio,vejo a situação dos professores de crateús que nada são valorizados... tendo totalmente o direito de ter um salário justo e digno. sei que nós alunos estamos prejudicados como eles também estão. e entendo que eles precisam reivindicar pelos direitos deles. parabénizo os professores de crateús pela sua firmeza e coragem de lutar pelo que são deles,eles merecem.

Maria Aparecida disse...

Se os professores continuarem unidos nesta luta com certeza a vitória é certa. Continue lutando pelos direitos. A união faz a força, é um momento delicado, mas no final valerá á pena. Os professores estão de parabéns com o sindicato e seus representantes.

Nadja disse...

Quero parabenizar os companheiros e companheiras que estão a frente desse movimento no municipio de Crateus, como também o belissimo trabalho que Doutor Valdey vem fazendo. Mesmo estando distante e não tendo contato com pessoas dessa cidade acompanho esse movimento e afirmo que se não for dessa maneira nunca teremos nossos direitos reconhecidos, não podemos deixar que má administradores façam o que querem, afinal nós permaneceremos e eles cedo ou tarde sairam do poder.Como diz Che guevara:"Os poderosos podem matar uma,duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera ineira... por isso continuemos a luta!!!

Anônimo disse...

Perguntava Jorge Amado na obra "Gabriela cravo e canela": O que é um professor, na “ordem das coisas?”

Diante do que está acontecendo na cidade de Crateús nos últimos meses, parece que um professor não é grande coisa...
Não impressionam as denúncias dos professores do município, de que estão sendo desrespeitados em seus direitos, e sofrendo abusos por parte do poder público. O que impressiona realmente, é que eles próprios, os professores, inconscientemente se autodefinam como uma categoria profissional sem muito valor na “ordem das coisas...”
Enquanto esses profissionais gritam por seus direitos, onde estão os educadores? Aqueles sujeitos cujo discurso poderia ir além do mundo da organização institucional e de seus créditos salariais?
Onde estão os educadores/professores, não apenas funcionários, operários revoltados com um sistema injusto? Onde estarão os professores que ao ensinar, de repente educam?
Será que os educadores de Crateús estão permitindo, por cansaço ou pura incapacidade, que o poder público engula sua identidade pelo funcionalismo? Estarão sob controle? Serão mesmo substituíveis?
Por favor, procura-se educadores que tenham mais consciência do poder da palavra! Não a palavra repetitiva, exasperada pela emoção da revolta, mas a palavra pensada, capaz de articular interesses, ter poder de convencimento, a palavra objetiva. Aquela palavra que pode e deve constranger, argumentar, e colocar por terra outros argumentos. A palavra dita por um sujeito concreto, o educador.
Esse profissional funcionário que só fala no objeto da greve: o salário! O direito! O piso!, é abstrato, não é portanto educador. As vezes, mais parece uma espécie de ventríloquo, não acredita no poder revolucionário da palavra. Como vai conseguir vencer e no que se constituirá sua vitória? Não é a toa que se torna descartável...
No que, afinal se constitui essa greve? Numa luta quase infantil entre perseguidos e perseguidores? Cadê a objetividade?
Enquanto o poder público, o perseguidor, procura mostrar que esses profissionais não têm muito valor na ordem das coisas e os substitui, os professores, os perseguidos esperneam e se comportam como uma vanguarda esclarecida.
Triste isso, ver profissionais de educação, quase educadores quem sabe, que não se revelam realmente como tais. Por mais que esperneam e gritam, parecem mesmo estar em posição de sentido, obedientes a não sei o quê (manipulação da oposição?) apenas aparentemente lutando por um causa justa.
Se o poder público alega não ter os recursos para atender as suas reivindicações, por que continuar insistindo nesse tem/não tem condições? Nesse jogo de mentira/verdade? Por que não ser mais objetivo e procurar saber onde estão esses recursos, recorrendo a uma instancia de poder superior (recitar salmos e rezas não vale!)?
Parece que se está diante de uma briga de galo e não de uma luta social, e uma briga que já está se tornando cansativa...
O “perigo” agora é que esses recursos apareçam e esses profissionais tenham enfim, atendidas as suas reivindicações. Diz-se perigo, porque correm o risco de acabarem voltando a uma posição de bons funcionários do sistema, domesticados pelos seus salários justos, dificilmente educadores. E vão fazer uma falta...

Anônimo disse...

Desde o PISO até a pisada

Na Princesa do Oeste houve grande agitação, depois de muita espera toma-se uma decisão a saída é acampar na secretaria de educação.

Reúne-se a categoria no Sindicato dos professores, no momento da decisão surgem novos rumores estaria a polícia recepcionando professores.

A revolta foi geral por tamanha humilhação, apela-se pra força divina através da religião, e desta vez com muita fé espera-se negociação.

Todo mundo muito unido de mãos dadas a esperar quando se viu a demora resolve-se almoçar e nesse momento já tinha professora a cozinhar.

Após o almoço no quintal de sobremesa rapadura chega a triste resposta afinal e continua a amargura foi o jeito então montar o acampamento Luta e ternura.

Nesse acampamento se aprende vocabulário inovado é uma tal de fusaca, truculência, chafurdado, improbidade, inobservância urgentíssimo e exonerado.

Tudo muito planejado e com muita organização tinha equipe de limpeza estrutura e comunicação e como não podia faltar tinha equipe de alimentação.

Ao anoitecer todo mundo combina como revesar, uns dormem outros conversam outros ficam a cantar, aprendendo com os Sem Terra a estratégia de acampar.

Com o apoio da comunidade chega muita doação a alegria é geral e com grande animação a professora grita da cozinha: gente chegou feijão!

O Marcelo todo dia buscando informações para sua emissora chega cedinho no acampamento e diz dá uma entrevista professora.


E a professora no colchonete se ajeita atordoada, cara inchada arrepiada, já acorda com bom humor e mostra toda disposição em atender ao locutor.

Na entrevista a sociedade se emociona com a situação, como pode professor com tanta capacitação depois de tanto estudar acabar dormindo no chão?

Cada professor mostrando que é conhecedor da situação, assume a frente da greve e toma pra se uma missão só se ver gente cobrar gente olha a organização.

Uma professora adotou a pasta de abaixo assinado, outra passa com uma lista quem permanece acampado? Diga logo que o almoço vai ser providenciado.

Vieram muitos visitantes pro acampamento visitar saíram com boa impressão de gente que sabe lutar e dizem só com gente assim Crateús vai melhorar.


Desocupam o acampamento e fazem carreata na rua deixando naquele espaço amor nenhuma amargura

Deixando rosas nas portas desmontam acampamento deixando naquele local sinais de bom sentimento mostrando que ainda tem ternura apesar de todo sofrimento.


Me desculpe a ignorância mas preciso perguntar. Impossar é cair no poço? Improbidade é ficar pobre? Fazer broche é brochar?

Anônimo disse...

Caro Valdecyr com um sindicato atuante desses dos professores de Cratúes da até vontade de ser professor, não pelo salário mas pela coragem. Eita povo forte!

PARABÉNS PELA LUTA PROFESSORES!
TORÇO PELA VITORIA TÃO MERECIDA.

Anônimo disse...

A greve dos professores de Crateús já virou novela

Estamos vivendo numa Selva de Pedra, mas, com os milagres de Roque Santeiro a Malhação continua. Professor com esse salário tem que ser chamado de Pai herói. Nosso acampamento é Fantástico e alguns por ai fazem o maior Ti – ti- ti porque não aceitamos Cambalacho e nem Pecado Capital. Os Irmãos Coragem Edílson e Paulo Giovane, para defender os nossos direitos comem até Chocolate com pimenta. Mas este povo sabe que é Bem Amado.
Aqui não tem Rei do Gado e cada professora é Senhora do destino. Não existe Favorita e nem Rainha da Sucata. Com as imagens da greve vamos fazer um Vídeo show com Caras e Bocas gritando palavras de ordem.
Já Te contei que o dinheiro do PISO A gata comeu? Mas como o prefeito não é O Dono do Mundo Histórias como esta merecem Final Feliz e luta deste tipo vale a Pena ver de novo.

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