domingo, 10 de abril de 2011

Paul McCartney e Zé Ramalho - Canções Que perdem seu Objetivos' São Assassinadas pelos Refrões - Que Pregam Comodismo.

Duas grandes músicas que começam bem, mas terminam mal. Morrem na praia! como se diz no jargão popular. Tinham tudo para serem clássicos, mas são assassinadas pelo refrões, com tiros no peito. Não poderiam ter começo e melhor fundamentação, temas tão profundos, mas refrões mais desastrosos estou por ver. 

A primeira das  músicas criticadas foi gravada pelas Beatles: LET IT BE, cuja tradução seria Deixe Estar. A letra fala de dificuldades existenciais, medo, tempos de escuridão, descontentamento... mas há uma tia, definida equivocadamente como sábia, que diz o refrão, - Deixe Estar e sussurrando só para o confuso. - Haverá uma luz, Deixe Estar! Confiram a música:



A segunda música gravada pelo Zé Ramalho, artista brasileiro que admiro profundamente. Seu nome: O MEU PAÍS. Em resumo é uma canção, onde uma pessoa muito descontente com o Brasil reclama, com razão, de tudo de ruim que há: Discriminação, leis desrespeitadas, miséria, péssimo serviço de saúde, políticos ladrões... Tudo bem, a música vai muito bem, até o desastroso refrão:

" Tô vendo tudo, Tô Vendo Tudo
Mas, Bico Calado, Faz de Conta Que Sou Mudo."


As duas músicas têm em comum o comodismo, a omissão, a covardia, que não conduzem à cidadania. Nesse sentido sou mais Imagine, de John Lennon, Blowin in the Wind, de Bob Dylan. Sou mais Geraldo Vandré, quando diz: QUEM SABE FAZ A HORA NÃO ESPERA ACONTECER ou Raul Seixas em Ouro de Tolo.

Sem dúvida duas grandes músicas que acabaram anãs, duas grandes inspirações que se implodiram nas próprias estruturas. Se forem banidas do mundo musical e das idéias não farão falta. Obras melhores já foram compostas, estão sendo compostas e serão criadas. Ainda bem! Elas provam que os gênios também têm os seus momentos de mediocridade! 

MAS LONGE DE TODOS NÓS O QUE É INÚTIL OU CONDUZ AO CONFORMISMO OU AO COMODISMO, que só conduzem ao pior do passado da humanidade, ao monturo indigno e que deve ser esquecido da história!


3 comentários:

Júlio César disse...

Também penso que muitas coisas do passado devem ser enterradas. Revolver certas situações do passado traz pobreza de espírito e de nada agrega para o bem da humanidade.

Fridtjof Alves disse...

Concordo que a música do Zé Ramalho é conservadora nesse trecho, mas como um fã dos Beatles terei que defender o lado do Sir Paul.
Ele fala sobre a letra na autobiografia “Many Years From Now” de Barry Miles: “Uma noite, durante aqueles tempos intensos, eu tive um sonho com minha mãe que tinha morrido há mais de 10 anos atrás. E foi tão bom vê-la porque isso é fantástico nos sonhos: Você fica unida a essa pessoa por segundos e parece que esteve presente fisicamente também. Foi ótimo para mim e ela parecia estar em paz no sonho dizendo, ‘Tudo ficará bem, não se preocupe, pois tudo se acertará.’ Eu não me lembro se ela usou a palavra ‘Let it be’ (Deixa estar) mas era o sentido do seu conselho. Eu me senti muito abençoado por ter tido aquele sonho. E comecei a canção literalmente com a frase ‘Mother Mary.’ A canção é baseada naquele sonho.”
De certa forma a música tem mais um sentido sentimental em relação a mãe do que político.Back in the USSR, composta pela dupla, demonstra melhor seu lado crítico.
De qualquer maneira essas interpretações de conservadorismo se deve ao fato talvez de possuir um rol bem maior de músicas sentimentais do que políticas, sendo o inverso de John.

Anônimo disse...

amigo valdecy.

nem toda musica precisa ser engajada para ser bela. relaxa e aproveite a musica, amigão.

a vida é bela, não sejamos a paumatoria do mundo.

do seu amigo


andre lima do quixada

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