segunda-feira, 16 de setembro de 2019

SEGUNDO CICLO DE DEBATES SOBRE OS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO NO CEARÁ E CALDEIRÃO DE SANTA CRUZ DO DESERTO - DOIS GENOCÍDIOS QUE O ESTADO BRASILEIRO TENTA APAGAR DA HISTÓRIA


Fotos do Campo de Concentração do Buriti - Painel Montado por Valdecy Alves
Fotos: Dr. Foto: Dr. José Bonifácio Paranhos da Costa - Chefe da Comissão Médica Federal


DE SEXTA-FEIRA - DIA 20 DE SETEMBRO DE 2019 A DOMINGO DIA 22/09/2019 - OCORRERÁ NO CRATO - NO SALÃO DA URCA - O II CICLO DE DEBATES SOBRE OS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO NO CEARÁ E O CALDEIRÃO DE SANTA CRUZ DO DESERTO: Só o tema Campos de Concentração nas Secas do Ceará seria suficiente para um debate de dias. Imagine quando você soma tal tema à história genocida de Caldeirão de Santa Cruz do Deserto?  A exemplo de Canudos, comunidade destruída pelo estado brasileiro, que não faz o seu papel de garantir o mínimo existencial e mata experiências populares que dão certo quanto a garantir direitos humanos mínimos, segurança e dignidade. Seca, messianismo, genocídio... traumas históricos que precisam ser digeridos pelo Brasil, se realmente pretende ser o que está no hino nacional: UMA PÁTRIA MÃE GENTIL. Evento que vale a pena. Acompanhe pessoalmente ou pelas redes sociais. @eventocampoecaldeirao



Programação Completa do evento


O CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DO BURITI NO CRATO FOI O MAIOR CAMPO DA SECA DE 1932 EM QUANTIDADE DE CONCENTRADOS: Segundo cálculos do médico que veio do Rio de Janeiro para salvar os flagelados da epidemia de tifo e outros males, havia mais de 70.000 concentrados. Dados no relatório do Dr. José Bonifácio Paranhos da Costa. Assim, na seca de 1932, o Município do Crato foi palco de um dos mais terríveis dramas da história das secas no Ceará. Episódio que, como sempre, o Poder Público tenta apagar da história. Eventos assim, mantém a história viva, pois como dizia o grande pensador Kierkegaard: " A história só pode ser compreendida olhando para trás e vivida na direção do futuro." Para não cometer os mesmos erros do passado, necessário conhecer o passado, entender o presente e projetar um futuro digno, mínimo, para todos. 


Campo de Concentração de Quixeramobim - Patu em Senador Pompeu - Cariús - Buriti em Crato
Dois campos em Fortaleza: Otávio Bonfim e Pirambu


TRABALHOS ACADÊMICOS QUE LI E INDICO SOBRE O CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DO BURITI: Há vários trabalhos acadêmicos sobre o tema, eis alguns deles que indico porque li os três e vale a pena lê-los.  Todavia há outras publicações. Os autores estarão no evento:

Dissertação de Ronald Albuquerque: 


Cidade, Seca e Campo de Concentração: O início da modernização em Crato, Ceará (1900 – 1933)





Monografia de Marcos Brito:



OS FLAGELOS DA SECA: O CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DO BURITI NO CRATO EM 1932





Monografia de Clara Skarlleth 


VIDA ENTRE ARAMES E VIOLAÇÃO DE DIREITOS NA ESCASSEZ DO ESTADO DE EXCEÇÃO: 





Uma abordagem sobre a institucionalização dos Campos de Concentração para flagelados da seca em 1932 no Estado do Ceará - CRATO/CE 2018



O MEMORIALISTA JAMES BRITO - UM DOS MAIORES ATIVISTAS PELO RESGATE DO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DO BURITI - NO  CRATO - SOBRE A IMPORTÂNCIA DO EVENTO QUE SERÁ REALIZADO DE 20 A 22 DE SETEMBRO/2019 NA URCA - FINALIZANDO COM A ROMARIA À CALDEIRÃO DE SANTA CRUZ DO DESERTO - AFIRMOU COM TODA SUA SABEDORIA E MILITÂNCIA:    O fato é que esse debate, sempre ficou em uma escala do passado e tratado com muitas omissões. A HISTÓRIA, O DIREITO, A GEOGRAFIA nos dão assim estudos mais centrados e envolvendo a academia CURSOS DA URCA, DA UVA, entre outros. Como também o ensino fundamental e médio procurando e promovendo esses estudos, cito aqui a escola Paraíba em Crato, que vem desenvolvendo nos seus alunos essa capacidade crítica. Esse evento que vamos ter agora em Crato traz a certeza da importância que é o resgate dessa história CRUEL e com a NEGAÇÃO de DIREITOS como foram tratados as vítimas da terrível SECA. Por que é importante esse debate? A quem interessa e a quem não interessou antes esses fatos?

O certo é que as respostas pra cada uma dessas questões nos dão um sentimento de cobrar dos atuais e próximos gestores que a memória na verdade não pode ser esquecida nem omitida, que aprendemos com os erros, a não repetir em outros momentos os mesmos erros, e assim, haver lógica social, mais respeito, mais responsabilidade, mais estudos e muito mais desenvolvimento.

Por que que é bom pro Ceará esse resgate a essa mancha de violação de direitos? Porque é importante para o BRASIL e para  Mundo inteiro continuar permanente essa discussão para compreensão e aprendizado. Por que ainda há:  SECAS? FOME? PESTE? VIOLÊNCIA? OMISSÃO? DIREITOS NEGADOS?



CONHEÇA UM POUCO SOBRE CALDEIRÃO DE SANTA CRUZ DO DESERTO CLICANDO NA IMAGEM DO VÍDEO ABAIXO:





CONHEÇA UM POUCO SOBRE O CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DO BURITI - CARIÚS E PATU -  CLICANDO NA IMAGEM DO VÍDEO ABAIXO:

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

ARTE RUPESTRE COM MAIS DE 7.000 ANOS NO SERTÃO CENTRAL DO CEARÁ - NA FAZENDA CANHOTINHO - CONHEÇA E ENCANTE-SE


Calcula-se que o painel de cerca de 2 metros quadrados tem ente 7.000 a 10.000 anos
Fotos: Mara Paula - Valdecy Alves

Situa-se na região próxima ao Encantado, Município de Quixeramobim. Trata-se de propriedade particular,  Fazenda Canhotinho, que se preocupa com a preservação do local. Necessário permissão para entrada, que só ocorre com acompanhamento de funcionário da fazenda. As gravuras, também conhecidas como Itaquatiaras, foram realizadas na própria rocha, com uma técnica chamada picoteamento. Em baixo relevo. Com sulcos rasos na própria pedra. O painel rupestre está bem preservado e ocupa uma área de mais de 2 metros quadrados. Podem ser identificadas no painel figuras de mandacarus, seres míticos resultado da mistura de plantas e pessoas, rastros de emas... Um dos estudiosos que já estiveram no local foi a professora e arqueóloga Marcélia Marques. Todo o Sertão do Nordeste, incluindo o Sertão Central do Ceará, é um gigantesco museu a céu aberto de arte rupestre, que vai de Sete Cidades no Piauí ao sertão de Pernambuco, da Pedra do Índio em Varjota à Serra da Capivara, o que demonstra e permite a compreensão da história humana na face da terra, a ocupação do continente americano. Por isso patrimônio do Ceará, patrimônio do Brasil, patrimônio da humanidade.

Em detalhes

Próximo ao valioso painel
Um maravilho Sítio Arqueológico
UMA PEQUENA REFLEXÃO A PARTIR DOS NOSSOS ANCESTRAIS QUE DEIXARAM MENSAGENS PARA NÓS AINDA NA ERA DA PRÉ-HISTÓRIA:  Sobre um lajeiro, que é um documento vivo do poder do centro da Terra, fruto de poderosas forças tectônicas de tempos idos. Ladeado de plantas, que sem conhecimento, sem pesquisa, sem racionalidade, sem ciência, simplesmente sobrevivem magistralmente no clima quase desértico do Sertão. Exemplo vivo de convivência com as mais terríveis secas. Sobretudo os maravilhosos xiquexiques. Ao lado de um matacão, gigantesca rocha, que pode ter sido lançada de quilômetros de distância pela natureza em fúria, vindo das profundezas da terra. Acima de mim, em baixo relevo, inscrições pré-históricas com milhares de anos... tão antigas... mas tão antigas... que quando Pinzón descobriu o Brasil, pisando nas praias do Ceará, elas estavam lá há mais de 7.000 anos... mais de 4.000 antes mesmo das pirâmides dos egípcios... mais de 5.000 anos antes de cristo... já estavam lá... riscadas na própria pedra... uma mensagem para nós do presente... dos nossos antigos ancestrais... POR TUDO ISSO acredito na humanidade... intuíram que leríamos no futuro... hoje... este presente... que ganha o mundo via internet. A doença pela lucro não vencerá... o desrespeito ao meio ambiente e a natureza não vencerão... a falsa política que divide... que gera ódio e intolerância... que cavalga na violência... não vencerão... pois o ser humano tem dado mostras que a humanidade é viável e que cada um de nós... parte do todo... temos múltiplas faces, pois somos: sonhos, sentimentos, fé, razão, vivos, filho, pai, mãe, irmão, mortal, extrovertido, tímido, um ama a música, outra a pintura, outra a dança... e são muitos os gostos... as preferências... IMPOSSÍVEL CABER NESSE MANIQUEÍSMO PATOLÓGICO CRIADO PELOS QUE ESTÃO NO PODER E PELOS QUE QUEREM CHEGAR AO PODER... Quando os políticos e a política existem para servir ao povo... não para se servir... nem implementar a divisão... nem separar o povo em dois currais como gado... SIRVAM AO POVO E SE CALEM... DEIXEM DE TENTAR COLOCAR TODOS COMO DIFERENTES FARINHAS APENAS DE DOIS SACOS... Somos muito mais... e nobres... e altivos... em meio a natureza também múltipla.. com mil formas... com um bilhão de cores... com um trilhão de sabores... com um trilhão de sons... com infinitos odores... sobretudo na primavera... e interagindo o tempo todo com tudo isso ao mesmo tempo... CREIO NA HUMANIDADE... CREIO EM VOCÊ... NÃO CREIO NOS FALSOS POLÍTICOS QUE PRECISAM DA FALSA POLÍTICA COMO FORMA DE SE PERPETUAREM NO PODER... as inscrições dizem... estávamos aqui há 10 mil anos... e através de você... continuamos aqui... APESAR DE TANTOS MAUS POLÍTICOS... QUE A HISTÓRIA MOSTRA QUE QUANDO FAZ DO SER HUMANO MEIO PARA SEUS FINS... PAGAM CARO... LANÇADOS AO LIXO DA HISTÓRIA... Sim... o ser humano é viável... a humanidade é viável... AVANTE, TODOS!



VEJA PEQUENO DOCUMENTÁRIO SOBRE O PAINEL DE ARTE RUPESTRE DA FAZENDA CANHOTINHO - PRODUZIDO DE FORMA TOTALMENTE AUTÔNOMA





sexta-feira, 6 de setembro de 2019

POESIA PARA MINHA CIDADE - SENAMORPOEMEU = Senador Pompeu, meu poema, amor meu!


Variadas fotos de símbolos de Senador Pompeu
Fotos de: Mara Paula - Padre João Paulo - Valdecy Alves - outros


HISTÓRIA DE UM POESIA QUE ESCREVI PARA SENADOR POMPEU: em 1995, morando em São Paulo, fiz uma poesia para Senador Pompeu. Seu nome uma fusão da frase: Senador Pompeu meu poema meu amor, que ficou: SENAMORPOEMEU. Publicado no meu livro de poesias Erosão, em 1995. Brinquei de formar palavras e o pensamento funcionou como um turbilhão. Um redemoinho. Estava com saudades da terra natal. Eis a poesia completa:




SENAMORPOEMEU

A água corrente
Cavando grotões
Acariciando rochas
Cinzavermelhadas
Em cenário sonho
Onde brisas excitam a barragem
Dourado pelo crepusculouco
De peixes saltitantes
No espelho das águas
Onde a Serrapatuplateia
Aplaude com as folhesverdeadas
Que são sua cabeleira
Toda emoção raia, rompe, avulta...

Andorinhas poetivoantes
Sons de alunos no recreioescola
O apitotrem distante
Solitário canto de uma rolinha
Chamadas de missábado
Fiosuivantes pelo Aracati
Ruídos de folhas pelo chão
Badalatempo do relogiomatriz
Marcando passos para morte
Dos ricospobresbestasricospobres
De minha esplendorosacity
Terraberçochãonataltorrão!

A estação, os trilhos, a caixa d’água
O mercado, o mendigo, o casebre, a igreja
As parabólicas contra o azul celestial
Ponteferro sobre o Patubuiú
O silêncio da necrópole
A calma da noite
Onde ecoam os aiscama, os uismatagais
Paranormais, animais, ternos
Roucos, invisíveis...
A história nas ondas dos ventos
Do silencemiteriobarragem
Carnificina irresponsável, ajamémmmm!
Bobo exclamar, surrealista acomodar
Em meu torrão de paradoxais contradições

A praça dos passos, dos beijos
Das plantestemunhas, das floressilentes
Dos murmúrios, do roçar de coxas,
Dos olhares sensuais dos sins, dos nãos
Das saias oscilantinsinuantes...
Sabe Deus, ser
Cenário do cresceimultiplicaivos!
Terraminha doce, espinhosa, daninha
Do cruzeiro no real Altodocruzeiro
Pobre cruzeiro no falsoricoreal
Chãopai de águas lépidas e lajeiros
Filhosseus rosas e cascavéis
Do poético céu estrelado
Da mais bela imensidão enluarada
De morte, de Marte, de mentira, empulhação...
Da classe média pobrericapobregentegeral
Onde a esperança é sonho dormente
A ignorância e acomodação maiores males!

Não veem que o sonho
E a vida pairam no céu noturno
Que se vão com as águas das sangrias
Renascendo a cada luar semparalgum
Ressuscitando em cada flor que abre
Em cada canto do rouxinol?

Não percebem que o inferno do viver
É apenas resultado do paraíso rejeitado
Em cada página do calendário
E cada estrelacadente ignorada...

Não conseguem entender
O que dizem as águas
Não conseguem aprender
O que ensina a história
Não conseguem decodificar
O que cantarolam os pássaros
Não percebem a mensagem
No branco ovo do ninho
Na negra noite estrelada
Ignoram a luz do vagalume
O espetar do mandacaru
Enfim, não enxergam além
Do que querem enxergar
Não veem além do nariz
Não veem o próprio olhar
Que tanto anseia por novas auroras...

Eis então que o caminho
A verdade e a felicidade
Estão escritos em cada grão de terra
Em cada folha de árvore
Em cada pétala de flor
Em cada choro de bebê
Em cada olhar feminino
No Leito do Banabuiú,
Nas encostas da serra
Nas rápidas águas do Patu


Valdecy Alves
São Paulo = SP - 20/06/95

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

SENADOR POMPEU COMPLETA 123 ANOS EM 03/09/2019 - GLÓRIA - HISTÓRIA -RIQUEZA - DECADÊNCIA E EM BUSCA DE NOVA ERA - ASPECTOS HISTÓRICOS - CULTURAIS - ECONÔMICOS E SOCIAIS


Caminhada da Seca em Senador Pompeu
Temos que fazer da Caminhada da Seca de 2019 a maior de toda história
SENADOR POMPEU - CEARÁ - 123 ANOS - A SUA HISTÓRIA SE CONFUNDE COM A OCUPAÇÃO DO SERTÃO CENTRAL - A ERA DO GADO - A ERA DO ALGODÃO - A ERA DA FERROVIA: Quando foram concedidas as sesmarias nas ribeiras do Banabuiú, estava decretado que com a ocupação pelo gado e o extermínio dos índios da região, surgiria um arraial no exato ponto onde o Riacho do Codiá deságua no Rio Banabuiú, que dobra de largura, ao receber as águas do Rio Patu, a menos de 500 metros do local onde o Codiá é tragado pelo grande Banabuiú, maior afluente do Rio Jaguaribe. Chamado pelos índios de Rinaré. Em qualquer lugar que  as águas se encontrassem seria oásis no Sertão, seria ideal para passagem e descanso do gado, cuja expansão levou ao povoamento do interior do Brasil, sobretudo os sertões do Nordeste e o Sertão do Ceará, que ao Sul, praticamente é beijado pelas águas do Rio São Francisco. Através do Rio Salgado, o Cariri chega a Icó, onde deságua no Rio Jaguaribe logo abaixo do Açude de Orós. Do encontro do rio Jaguaribe com o Banabuiú, possível chegar ao Rio Quixeramobim, deste a Crateús, via Serra das Matas, podendo-se, via Crateús adentrar o Piauí, ou seguindo o Rio Acaraú, passar por Sobral, chegar a Camocim ou mesmo à cidade de Acaraú. Unindo-se assim a todas as estradas do gado existente. Em Crateús era momento de se chegar ao Rio Poti, único Rio do Ceará que deságua noutro Estado, no Piauí, onde se une ao outro grande rio do Nordeste brasileiro, o Rio Parnaíba. Eis o mundo do Sertão mais clássico, todo o espaço compreendido entre o Rio São Francisco, na Bahia e o Rio Parnaíba., no Piauí Rios que foram as estradas do gado e em suas margens existindo as trilhas dos índios. Neste contexto geográfico dos rios, na era do gado, que forjou-se o sertanejo e todo o Nordeste, a exemplo de Senador Pompeu, assim nascendo, no Sertão do Banabuiú. Neste caldeirão, berço do Arraial de Humaitá, depois Senador Pompeu. Que nasceu como município em 03/09/1896, como paróquia em 1919 e passando a comarca autônoma em 1948.




O trem muito simbólico para Senador Pompeu - As Pedras Gêmeas na Estrada do Patu - A Igreja Matriz nos anos 50
O velho mercado na era dos trilhos - Sesmaria e Senador Antigo

Documento de uma das Sesmarias que deu origem a Senador Pompeu



ECONOMIA DO MUNICÍPIO AINDA EM BUSCA DE UMA NOVA ERA DE GLÓRIA E RIQUEZA: A criação do gado, para o mercado interno, foi o que deu origem a tudo, a exemplo do que ocorreu no Velho Oeste dos Estados Unidos. Da primeira fazenda nasceu a cidade de Senador Pompeu, de Thomé Callado Galvão, tudo indica que na Barra do Patu. A cidade também cresceu em torno da capela, que posteriormente deu lugar à Igreja Matriz, baseada na planta criada pelo arquiteto Adolfo Herbster para Igreja do Carmo, em Fortaleza. Com o crescimento econômico, a cidade mais e mais crescia. A paróquia foi criada em 1919, quando também deu-se início à política de açudagem do IFOCS, atual Dnocs, no Governo Epitácio pessoa, há exatamente 100 anos. Há um século.


A sequência da riqueza econômica foi: 1) A era do Gado. 2) A era do algodão, que trouxe consigo a ferrovia e a oxigenação do comércio sertão-capital. 3) a era das indústrias de benefício de algodão e outras, beneficiadoras de sabão, óleo, resíduo para gado, etc. Com o fim do algodão o fim de uma era de muita riqueza, ainda por ser reencontrada. Eis o desafio das novas gerações do povo, dos empreendedores, dos poder público e políticos. Construir o novo eldorado.




ALGUNS NÚMEROS INTERESSANTES SOBRE A ECONOMIA DE SENADOR POMPEU DE 2002 A 2019:  O Ceará tem 184 municípios. O Produto Interno Bruto de Senador Pompeu  foi de cerca de 84 milhões de reais, o que resultou numa renda per capita de R$ 3.076,00.  Dados do Anuário do Ceará, ano 2009/2010. Já em 2016, De acordo com o anuário do Ceará, ano 2019/2020, o Produto Interno Bruto mais que triplicou, totalizando R$ 291 milhões de reais, com renda per capita de  quase R$ 11 mil reais. Índices que dizem respeito, sobretudo, ao aumento real do salário mínimo, nos últimos anos, além do aumento do total de aposentados no Município. Além do incremento da participação da indústria na economia local de foi de 17% no PIB para 20,5%, nos últimos anos. As finanças Públicas subiram de R$ 27,8 milhões para mais de R$ 57,4 milhões, com aumento de 106%, quando nos últimos 10 anos, a inflação foi de cerca de 76%. Fundamental deixar claro que todo esse aumento foi fruto de todo um processo desde o ano 2000.  Atualmente o PIB de Senador Pompeu está entre os 59 municípios com PIB mais elevado no Ceará, outrora variava da posição 66ªº a 64ª.  Tais dados têm como base os anuários do Ceará 2009/2010 e 2019/2020, publicação do Jornal O Povo. Destaca-se ainda a queda em percentual das rendas dos aposentados e dos que recebem bolso família em relação ao PIB municipal, de cerca de 46% para 34% do PIB, o que representa caminhada para autonomia econômica, caso os futuros governantes sejam capazes de compreenderam e manterem este crescimento. VÃO TER QUE ADOTAR O LEMA "Senador Pompeu responsabilidade e prioridade de todos!" Por décadas seguidas, caso realmente amem este Município e se preocupem com o seu povo.  O que demonstra que todas as gestões, doravante, devem manter uma política de continuidade no sentido de potencializar a economia, gerando emprego e renda por todos os meios possíveis, indústria, agropecuária, turismo, etc. Lembrando que a reforma da previdência e a fórmula de reajuste do salário mínimo, apenas pela correção da inflação, medidas do atual governo, estão sofrendo duros retrocessos, o que implicará em queda do PIB e da renda per capita, a médio prazo para o Município. Nunca o Município precisará tanto de políticos com espírito republicano como agora e no futuro, o que vale para todos os políticos e para todos os partidos. Quem vencer qualquer eleição será vencedor se conseguir, no poder, unir todos não como um cacique político, mas em torno da bandeira do crescimento econômico, cultural, social do município e seus munícipes. Quanto mais união, quanto mais for dada prioridade ao povo e à cidade,  acima sempre de interesses individuais e de grupos políticos, garantirá desenvolvimento, crescimento da economia, da cultura, da justiça social do Município. Eis o desafio posto.



Antiga rua Santos Dumont - Estação ferroviária e Usina Sanbra
Casarões da Vila dos Ingleses - Ponte Ferroviária
Cemitério e Açude do Patu - Serra do Patu - Caminhada da Seca

AÇUDAGEM - FÉ - MESSIANISMO - INJUSTIÇA SOCIAL E RELIGIOSIDADE POPULAR: O Ceará sofreu terrivelmente com a famosa seca dos três "7", a grande e traumática seca de 1777, que 100 anos depois se repetiu na seca de 1877/1879, quando Fortaleza recebeu 100.000 flagelados, quando contava com população de apenas 20.000 habitantes.  Quando pela primeira vez se construiu um campo de concentração no Ceará, o Abarracamento do Alagadiço, imortalizado por Rodolfo Teófilo em seu livro "A Fome". Houve outras secas calamitosas, até´chegar a lendária Seca de 15, imortalizada por Raquel de Queiroz em Seu livro "O Quinze", quando a desgraça social, por não haver políticas sociais para os pobres, maioria da população excluída e miserável, mais uma vez, adotou-se a tecnologia dos campos de concentração, construíram-se dois campos: 1) O Campo do Alagadiço e 2) O Campo do Matadouro, este na obra de Raquel de Queiroz, localizava-se onde hoje é a esquina da Avenida Bezerra de Menezes com rua José Jatahy, no sentido bairro centro.

Em 1915, criou-se a terminologia campo de concentração, muito criticada por Rodolfo Teófilo. Em 1919, outra grande seca, foi quando o presidente do Brasil, o nordestino Epitácio Pessoa, deu início à política de açudagem como forma de enfrentar a seca, com projeto de construir 05 grandes açudes no Ceará, um deles era o Açude do Patu, que ficou a cargo da empresa inglesa Norton Griffiths &  Company, cujas obras foram suspensas em 1923. O canteiro de obras abandonado, 160 casas de taipa, casarões e armazéns, na Seca de 32, foi transformado no famoso Campo de Concentração do Patu, em Senador Pompeu, onde proporcionalmente morreram mais flagelados vitimados pela fome e por epidemias, compara aos outros 06 campos de concentração. . Num verdadeiro genocídio. É a Auschwitz brasileira, máquina exterminadora de pobre pela negligência estatal fundamentada num certo darwinismo social. Morreu tanta gente... mais tanta gente... que o cemitério de flagelados... clandestino... em que foram enterrados... foi transformado em campo santo, as almas dos corpos ali enterradas, chamadas de SANTAS ALMAS DA BARRAGEM, foram santificadas pela religiosidade popular.  Ocorrendo um surto messiânico. Assim, o ano inteiro, devotos das Almas da Barragem pagam suas promessas, visitando o Cemitério do Patu,  e no segundo domingo de todo mês de novembro, milhares de pessoas fazem uma caminhada em memória das vítimas do Campo de Concentração do Patu. No meio da multidão, centenas e centenas, participam para pagar suas promessas pelas graças alcançadas. Recentemente, após décadas de luta de ativistas e da sociedade civil organizada, as ruínas do Campo de Concentração do Patu foram tombadas a nível municipal, próximo também de serem tombadas a nível estadual, processo de tombamento em fase de finalização.



Documento da Segunda Sesmaria que deu origem a Senador Pompeu


SITUAÇÃO SOCIAL DO MUNICÍPIO DE SENADOR POMPEU: Segundo dados do Anuário Ceará 2009/2010 e 2019/2020, dados de 10 anos, a população subiu de 25.000 habitantes mais 26.600 habitantes. A quantidade de aposentados, nos últimos 10 anos, passou de 6.898 aposentados para 7;831. Tendo havido queda na quantidade de concessões de bolsa família. Com a reforma da previdência e a mudança do reajuste do salário mínimo, que não mais terá aumento real, apenas reajuste,  repete-se, com o tempo haverá queda na quantidade de aposentados, pois as pessoas demorarão mais tempo para se aposentarem. Necessário encontrar rapidamente soluções para cobertura deste déficit na economia local, que já se desenha no horizonte.

Serra do Patu
Foto: Valdecy Alves



Lindo Casarão da Inspectoria de onde se administrou o Campo de Concentração do Patu
Foto: Mara Paula



CONCLUSÃO: O Município já esteve em situação econômica pior. Por muitos anos foi a terra do já teve que cada vez mais piorava. O desafio era estacionar a queda livre no abismo da piora. Os números mostram que a queda para o nada cessou. Num primeiro momento estacionou, de forma que nos últimos 18 anos começa a ocorrer recuperação econômica com aumento do PIB e crescimento real. O desafio é ser capaz de manter esse ritmo e aumentá-lo, em busca do tempo perdido e do passado glorioso, que é desafio no presente e no futuro. Do ponto de vista cultural a cidade teve um pequeno retrocesso, mas começa a recuperar-se. No mundo social, as políticas públicas como bolsa família e aposentadorias ainda têm mais importância para o PIB que a renda de produtos, indústria e serviços, comparando-se individualmente. É clara a diminuição da violência na cidade e há anos, as escolas têm melhorada a qualidade de ensino.  No campo político, oxalá, todos que militam nesse campo sejam capazes de defender seus partidos nas eleições, mas depois todos se unam em nome do povo e do Município de Senador Pompeu, porque todos ganham quando todos ganham mais ganhos ocorrerão para todos. Os desafios são muitos, desde a derrocada da era do algodão, fechamento das grandes usinas e total abandono da ferrovia, mas a esperança e alguns avanços, fruto de todo um processo em curso, sobretudo nos últimos 10 anos, e já é capaz de criar um ambiente de otimismo e de que podemos vencer todos esses desafios, pela ordem, no campo econômico, político, social, cultural, segurança.



Escritor - Moreira Campos - Um dos maiores escritores do Brasil - Nascido em Senador Pompeu
Foto: Jornal Diário do Nordeste


Cronologia Elaborado por Valdecy Alves
Clique na imagem para  melhor leitura


Cronologia Elaborado por Valdecy Alves
Clique na imagem para melhor leitura




Açude do Patu Sangrando há alguns anos
Foto: Reginaldo Araújo




Foto: acervo Nirez
Poesia de Valdecy Alves



ABAIXO ALGUNS DOCUMENTÁRIOS SOBRE SENADOR POMPEU - CLIQUE NA IMAGEM E ASSISTA







































Related Posts with Thumbnails