Ouroboros -monstro mitológico que devora eternamente a si mesmo
(Foto: Google)
A
CORRUPÇÃO
Poesia de: Valdecy Alves
Uma enorme boca
Um estômago insaciável
Surge da ausência de ética no
corrupto
Então começa a devorar os bens
públicos
Materiais e imateriais que pertencem
ao povo...
Os corrompidos junto com o corrupto
Têm que sustentar tal esquema
Que quanto mais devoram
Mais precisam devorar
Como o prazer da droga
Que exige cada vez mais droga
para o mesmo prazer!
A corrupção câncer de apetite sem
fim
Que consome o corrupto
Que consome uma cidade
Que pode consumir um país
Até mesmo uma civilização
Que o digam os romanos!
Para se manter intacto e impune
O corrupto alimenta centenas... mil
bocas...
Mesmo quando não mais está no poder
Ainda assim... continua a ser
devorado
Pela criatura monstruosa que
criou...
E quando nada mais tem
No desespero... na mais infinita
angústia...
Se fraco se suicida
Se forte morrerá revoltado e
contrariado...
A corrupção ácido que corrói suas
bases
E que se implode pelo ódio colhido
...A morte física, que sucede a
morte moral,
Ocorrerá invariavelmente...
No enterro os aliados não
comparecerão
Visto não terem mais o que
extorquir
Os amigos não comparecerão
Pois o corrupto já não os mais terá!
Apenas dois tipos de pessoas
Comparecerão ao sepultamento
Os familiares para se livrar logo
do corpo
Que é símbolo da vergonha
E os falsos caridosos
Para mascarados pela piedade
Parecerem a todos serem bons!
A ponto de não deixar apodrecer em
público
O fétido miserável improbo!
Atenas - Grécia - 15/04/2013
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